9 de setembro de 2009

Veja a lista dos 60 carros mais vendidos no Brasil em agosto de 2009

O mês de agosto apresentou uma queda de 8,17% no volume de vendas de carros novos no Brasil, mas isso não alterou o posicionamento no topo da tabela. Novamente, o Gol lidera os emplacamentos ao somar 25.355 unidades vendidas em agosto. Em segundo aparece o Fiat Palio e na terceira colocação, o Fiat Uno Miile. O Chevrolet Celta foi o quarto mais vendido em agosto. O destaque neste mês fica por conta do novo Honda City.

Apesar do Toyota Corolla, que em agosto vendeu 3.670 unidades, ter ficado à frente de seu eterno rival Civic que emplacou 3.386 unidades, a Honda pode comemorar o bom desempenho do recente lançamento City. No primeiro mês cheio de vendas, o novo sedan da Honda conseguiu emplacar 2.538 unidades, um excelente número se considerado o preço salgado do modelo.

Confira a lista dos 60 carros mais vendidos no Brasil no mês de agosto:

Mangueira afasta carnavalesca

Na tarde deste domingo, a direção da Estação Primeira de Mangueira anunciou o afastamento da carnavalesca Márcia Lage. Para o lugar, o presidente Ivo Meirelles contratou Jorge Caribé e Jaime Cezário. "Mangueira é a Musica do Brasil" é o enredo da escola para o Carnaval 2010. A verde e rosa não divulgou o motivo da saída da carnavalesca.

- Já estava com os desenhos prontos, até que passou a não ser mais aquilo que o presidente queria. Não estava agradando, é brincadeira. A impressão que eu tenho é que meu trabalho é muito ruim - ironizou a ex-carnavalesca da Mangueira Marcia Lage - Estou há seis meses me dedicando à Mangueira e apenas agora começou a não ser aquilo que queriam. Os novos carnavalescos estão à altura que a escola merece - finalizou.

Em entrevista ao SRZD-Carnavalesco, Jaime Cezário contou a emoção de fazer um carnaval pela Estação Primeira de Mangueira. Ele trabalhará junto com Jorge Caribé em uma comissão de carnaval, após o afastamento de Marcia Lage. Na terça-feira, os dois participam de uma reunião, no qual decidirão como será feito o desenvolvimento dos figurinos e dos carros alegóricos.- Eu já conheço o Ivo [Meirelles presidente da Mangueira] há anos. O convite foi feito hoje, bem recente mesmo. Eu me sinto muito honrado e realizado. A Mangueira é a base do samba. É tudo de mais magnífico que o samba produz - disse Jaime Cezário. O carnavalesco Jorge Caribé não foi encontrado pelo SRZD-Carnavalesco para comentar sobre a contratação. Ele já era carnavalesco da escola mirim da verde e rosa, "Mangueira do Amanhã".

Veja nota da escola: "O G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, por meio do seu Presidente, Ivo Meirelles, comunica o afastamento da carnavalesca Márcia Lage. Para o seu lugar, foram contratados, Jorge Caribé e Jaime Cezário. A dupla fará parte de uma comissão de carnaval".

Conheça os caças que o governo avalia comprar para a Aeronáutica

EUA, Suécia e França disputam concorrência do governo brasileiro.FAB elabora documento com vantagens e desvantagens de cada um, fonte: http://g1.globo.com

EUA dizem concordar com transferência de tecnologia de caças ao Brasil - Em nota, Embaixada dos EUA diz que medida foi aprovada no último dia 5. Brasil negocia a compra de 36 aviões, ao custo de até US$ 4 bilhões.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu nota nesta quarta-feira (9) em que diz que o governo norte-americano vai transferir a tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, além de aprovar a montagem dos aviões em território brasileiro. A nota foi uma resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que estavam avançadas as negociações com a França para a compra de 36 aviões de combate.

O F/A18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, compete com o Gripen, da sueca Saab, e o Rafale, da empresa francesa Dassault, um contrato de fornecimento que pode chegar a USS$ 4 bilhões. A expectativa é que até o fim de outubro o governo tome uma posição sobre a compra dos caças.
Segundo a Embaixada dos Estados Unidos, a proposta de transferência de tecnologia havia sido aprovada pelo Congresso norte-americano no último dia 5 setembro. “Nosso governo aprovou a transferência de toda a tecnologia necessária. Continuamos a acreditar que a nossa proposta é forte e competitiva”, diz a nota.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Defesa, mas não foi atendido, porque os assessores do ministro Nelson Jobin estavam em reunião. Ao chegar ao Itamaraty, onde recebe o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, Lula foi indagado pelo G1 sobre a nova proposta dos EUA. "Daqui a pouco vou receber de graça [os caças], disse, sem parar.

A transferência de tecnologia era o principal argumento do governo brasileiro para as negociações com os franceses. Em entrevista veiculada pelo canal francês de televisão TV5 Monde no dia 6 de setembro, Lula afirmou que as negociações para a compra 36 caças Rafale estavam “muito avançadas”.

“Não podemos comprar um avião caça sem possuir a tecnologia e é justamente porque pensamos em produzir uma parte deste avião no Brasil. Temos uma importante empresa que é capaz de fazê-lo”, acrescentou o presidente, em referência à brasileira Embraer.

Durante os festejos do Dia da Independência, no dia seguinte, o presidente Lula e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção do governo brasileiro negociar a aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. Nesta terça-feira (8), porém, o Ministério da Defesa emitiu nota em que negou que o governo brasileiro já tenha se decidido pelos caças franceses. Na nota, o ministério informou que Estados Unidos e Suécia poderiam fazer novas ofertas ao Brasil.

Veja a íntegra da nota da Embaixada dos EUA: "A Missão dos Estados Unidos no Brasil recebeu diversas indagações sobre a situação da proposta da Boeing para a concorrência dos caças FX-2 [programa de modernização da Força Aérea].

Entendemos que uma decisão final ainda não foi tomada em relação ao vencedor do contrato. O F/A-18 Super Hornet é um caça de avançada tecnologia testado em combate e acreditamos que é o melhor em comparação com seus concorrentes. O governo dos EUA apoia totalmente a venda do F/A-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira. Nosso governo aprovou a transferência de toda a tecnologia necessária. Continuamos a acreditar que a nossa proposta é forte e competitiva. A análise feita pelo Congresso dos EUA sobre a venda potencial do F/A-18 Super Hornet ao governo brasileiro foi concluída em 5 de setembro sem nenhuma objeção formal à venda proposta. Isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva. O governo aprovou também a montagem final do Super Hornet no Brasil.

O pacote multibilionário de compensações (offsets) da Boeing para investimento diretamente na indústria aeroespacial brasileira vai transferir tecnologia relativa ao design militar e à produção, fornecer autonomia em áreas-chave para suporte do programa e desenvolver uma ampla indústria aeroespacial no país que vai além de aeronaves de combate por meio do envolvimento direto com a maior companhia aeroespacial do mundo.

Os Estados Unidos acolhem a oportunidade de entrar em negociações abertas para a concorrência dos caças FX-2 que irá fortalecer a sólida parceria militar que o Brasil e os Estados Unidos já possuem baseada em interesses comuns e valores compartilhados."

Dassault, França - O fabricante defende que, com o Rafale, o Brasil tem a garantia francesa de transferência de tecnologia num compromisso de longa duração.

Saab, Suécia - Empresa defende o caça Grippen como o mais barato na comparação com os concorrentes.

Boeing, EUA - Modelo F-18 Super Hornet II Geração está em combate há mais de 15 anos. Empresa oferece investir no Brasil a mesma soma em dólares que for paga pela aquisição dos caças.


Force India confirma Liuzzi no lugar de Fisichella até fim da temporada

A Force India confirmou nesta segunda-feira (7) que Vitantonio Liuzzi vai substituir Giancarlo Fisichella — agora na Ferrari — até o final desta temporada, fonte: http://esporte.ig.com.br/grandepremio
Como esperado, a Force India confirmou que Vitantonio Liuzzi será o segundo piloto da equipe até o final da temporada. O italiano, que não disputa um GP desde o fim de 2007, em Interlagos, assume o lugar de Giancarlo Fisichella, que foi para a Ferrari.
Vijay Mallya, dono da equipe, exaltou seu novo-velho piloto. "Estou muito feliz de dar a Tonio a oportunidade de voltar a um cockpit de corrida, o que sei que ele estava se coçando para fazer nos últimos dois anos."Liuzzi, que era piloto de testes da equipe, quase não teve atividades neste ano, por conta da limitação de treinos durante a temporada. Mallya afirmou que o italiano poderá, agora, provar que tem talento para voltar definitivamente à F1. "A Force India está agora em uma posição muito competitiva, e precisamos de um piloto de continue este embalo. Esta será a chance de Tonio mostrar à equipe e ao grid que ele tem o comprometimento, a velocidade e o profissionalismo para apresentar. Estou certo de que ele vai agarrar esta oportunidade."Vitantonio, de 28 anos, estreou na temporada 2005, substituindo Christian Klien na Red Bull por quatro corridas. Nos dois anos seguintes, foi titular da Toro Rosso. "Mal posso esperar para voltar a um carro em condição de corrida, particularmente na minha casa, em Monza. Realmente gostei da oportunidade que Vijay me deu, sobretudo agora que a Force India tem um grande carro, que está rendendo muito bem", falou.O piloto se disse animado para a nova tarefa e foi cuidadoso ao lembrar que só vai voltar a uma corrida da categoria por conta do acidente de Felipe Massa na Hungria. "Estou confiante de que vou continuar nosso progresso. Estou muito motivado, em boa forma e faminto por conseguir alguns pontos a mais. Embora infelizmente isso tenha surgido em decorrência direta do acidente de Felipe, esta é a minha chance de mostrar às pessoas o que posso fazer. Estou muito animado para isso."

Homem preso no lugar do irmão receberá R$ 200 mil de indenização

Notícia publicada em 08/09/2009 14:01 no site: www.tj.rj.gov.br

O Estado do Rio de Janeiro terá que pagar R$ 200 mil a um homem que foi preso ilegalmente no lugar do irmão. A decisão é dos desembargadores da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Adilson Raposo foi preso em 28 de julho de 2004 e permaneceu encarcerado durante onze meses. No entanto, o verdadeiro criminoso era seu irmão, Admilson Raposo, que usava o nome do autor para cometer delitos.

Na 1ª Instância, o juiz de primeiro grau havia condenado o réu a pagar indenização de R$ 50 mil. Ambas as partes recorreram. O Estado solicitando a improcedência do pedido e o autor a majoração da indenização para R$ 1 milhão.

Os desembargadores decidiram negar provimento ao recurso do réu e acolher, em parte, o do autor para aumentar a verba indenizatória para R$ 200 mil. Segundo eles, este valor representará melhor o caráter punitivo e pedagógico, além de compensar o dano moral sofrido pelo autor.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador Ronaldo Rocha Passos, destaca que o Estado e seus agentes não podem agir cegamente sob a justificativa da proteção de uma ordem judicial. "No caso em exame, o autor em hipótese nenhuma deveria ter sido preso e encarcerado, uma vez que não cometeu nenhum crime, não foi processado nem condenado por coisa nenhuma, mas sim seu irmão, que de muita semelhança, por óbvio, só possui o sobrenome", completou o magistrado.

Nº do processo: 2008.001.47680

Google é condenada por criação de perfil falso no Orkut

Notícia publicada em 08/09/2009 15:43 no site: www.tj.rj.gov.br

A empresa Google Brasil foi condenada a pagar indenização, a título de danos morais, no valor de R$ 30 mil, devido à criação de perfil falso no site de relacionamentos Orkut. A decisão é do desembargador Ernani Klausner, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

A autora da ação, Heliane Ribeiro, alega que a ré permitiu que se veiculasse no site de relacionamento conhecido como Orkut material contendo seus dados pessoais atrelados a um falso perfil que lhe imputava conduta sexual pouco ortodoxa, sugerindo pedofilia, além de fotos com a intenção de ridicularizá-la.

Para o relator do processo, "as páginas criadas maculam a honra de outrem e a impossibilidade de identificação do usuário traduz defeito na prestação do serviço, ensejando o dever de indenizar".

Abaixo trecho da R.Decisão Monocrática:
"APELAÇÃO CÍVEL Nº 2009.001.41528, Apelante: GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA (...)
Relator : Desembargador Ernani Klausner.
APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL – SITE DE RELACIONAMENTO – PERFIL FALSO CRIADO NO ORKUT – SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA, COM CONDENAÇÃO EM R$ 30.000,00, A TÍTULO DE DANOS MORAIS – APELAÇÃO INTERPOSTA SOB O ARGUMENTO DE EQUÍVOCO NA ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE – SUSTENTA NÃO SER OBRIGADA A MANTER INFORMAÇÕES DOS USUÁRIOS – ADUZ INAPLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR – ALEGA TRATAR-SE DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA E AUSENTE A CULPA DA APELANTE, POR TER O FATO SE ORIGINADO DE TERCEIRO – POR FIM, ALEGA SE EXCESSIVO O VALOR DA CONDENAÇÃO. Não se sustenta que a responsabilidade seria da Google Inc. ao invés da Google BR, pois ambas as empresas pertencem ao mesmo grupo econômico. Quanto à aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor, entende-se pela sua possibilidade. Embora a relação estabelecida entre as partes não possua remuneração direta, é notório que a remuneração se opera de forma indireta, na medida em que terceiros utilizam seus serviços para promover anúncios, tendo em vista o elevadíssimo número de acessos em seu site. A partir do momento em que a apelante não cria meios de identificação precisa do usuário, mas permite a criação de páginas pessoais em seu site, beneficiando-se, ainda que indiretamente como dito acima, entende-se que ela assume o ônus pela má utilização dos serviços que disponibiliza, independentemente da existência de culpa. Sentença que se mantém. RECURSO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO, NA FORMA DO CAPUT DO ARTIGO 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.".

3 de setembro de 2009

Force India libera, e Fisichella assina com Ferrari até fim da temporada 2009

A Ferrari havia prometido o anúncio para seu novo piloto hoje às 15h30 no horário de Greenwich (11h30 em Brasília). Mas a Force India foi mais rápida e anunciou agora há pouco que liberou Giancarlo Fisichella para competir com a equipe italiana no restante da temporada, pondo fim à lista de especulações que apontavam Fernando Alonso e Robert Kubica para vaga de Luca Badoer no carro 3 da escuderia de Maranello, que, na verdade, pertence a Felipe Massa.
Mas vale lembrar que Felipe não volta mais neste ano, por conta da recuperação do acidente sofrido no GP da Hungria, em julho. Fisichella, portanto, será o companheiro de Kimi Raikkonen já na etapa da Itália, em Monza, na próxima semana. No comunicado à imprensa, distribuído nesta quinta-feira (3), o time indiano revelou que as negociações começaram nas últimas 24 horas e que, de fato, a equipe de Vijay Mallya aceitou liberar o piloto.Ainda na nota, a escuderia afirmou que o piloto que vai substituir Fisichella será anunciado nos próximos dias, mas espera-se que Vitantonio Liuzzi, piloto de testes, assuma o posto.
Fisichella, na Ferrari aos 36 anos, desabafa: "Sempre desejei isso"
Giancarlo Fisichella agradeceu a Vijay Mallya por liberá-lo para a Ferrari. O dono da Force India, por sua vez, afirmou que não recebeu dinheiro pela negociação, "feita em boa-fé"
Giancarlo Fisichella não disfarçou a animação em trocar a Force India pela Ferrari. O italiano destacou que sempre quis correr pela equipe de Maranello e agradeceu a Vijay Mallya por liberá-lo, no que chamou de ato "muito generoso"."Sou muito grato a Vijay por ele ter me concedido esta oportunidade de correr pela Ferrari. É verdade que sempre desejei isso, e ele ter permitido que isso se torne realidade é algo muito generoso", disse. Fisichella viu a permissão de saída por parte do time indiano como uma recompensa por seu trabalho. "Espero ter ajudado a Force India a crescer e a estar no caminho certo para atingir as suas próprias ambições. Agora, eles são uma equipe muito competitiva, e desejo-lhes as maiores felicidades."Segundo Mallya, dono do time indiano, não havia razão para impedir o acerto entre Fisico e sua nova equipe. "Giancarlo e seu empresário me abordaram ontem [quarta-feira] com a proposta da Ferrari. Para qualquer piloto italiano, um lugar na Ferrari é um sonho de longa data — e Giancarlo não é exceção. Ninguém deve ficar no meio do caminho", afirmou.
Em seguida, "entregou" que o veterano pode se tornar piloto de testes da escuderia italiana a partir do ano que vem. "Além disso, o acordo vai garantir o futuro a longo prazo de Giancarlo com a Ferrari. Seria incorreto colocar isso em risco, particularmente quando ele teve uma contribuição vital para a Force India."Mallya negou que tenha recebido dinheiro para liberar seu piloto. "Gostaríamos de realçar que não firmamos nenhum ajuste financeiro com a Ferrari. Este acordo foi feito em boa-fé, para o bem de Giancarlo e do esporte em geral. Um piloto italiano competitivo em Monza é um enredo positivo para a F1, algo que só pode elevar o perfil do esporte nestes tempos difíceis."O indiano elogiou os esforços de Fisico, que disputou 30 GPs pela FI. "Gostaríamos de agradecer Giancarlo por toda a sua ajuda em uma temporada e meia e por trazer nossos primeiros pontos no Mundial, no último final de semana. Ele foi parte integral da equipe e nós devíamos a ele um bom negócio, por sua atuação nos bastidores e por seu desempenho na pista. Desejamos todo o melhor a ele no futuro.""Para a Force India, este esporte é formado pelo esforço de equipe. Remover uma parte dela, mesmo uma das grandes, não vai afetar significativamente nosso desempenho. A competitividade que a equipe mostrou na Bélgica foi resultado de trabalho duro na fábrica e no túnel de vento. Ainda tempos atualizações do carro para as corridas finais, então estamos confiantes de que podemos manter o embalo. Estamos animados para terminar bem a temporada", finalizou Vijay.
Monza vê piloto italiano guiando Ferrari pela primeira vez após 17 anos
O último piloto italiano a correr pela Ferrari em um GP da Itália foi Ivan Capelli, que abandonou a prova em 1992
Após 17 anos, a torcida italiana vai poder apoiar um piloto de seu país guiando um carro da Ferrari em Monza. Giancarlo Fisichella estará no cockpit número 3 da equipe de Maranello no GP da Itália, no próximo fim de semana. A última vez que isso aconteceu foi em 1992, quando Ivan Capelli pilotou o carro vermelho.Naquela prova, Capelli largou em sétimo, mas, para decepção dos tifosi, abandonou após 12 voltas, com um problema elétrico. O vencedor da corrida foi Ayrton Senna.Fisichella também terá a oportunidade de quebrar um tabu que já dura 43 anos. Desde Ludovico Scarfiotti, exatamente com uma Ferrari, em 1966, nunca mais um italiano venceu em Monza.Além de poder contar com a torcida da Itália, que reconhecidamente torce mais para a Ferrari do que para os pilotos de sua nação, Giancarlo será o 22º italiano a pilotar um carro do time fundado por Enzo Ferrari.

Na foto: Fisichella, Raikkonen, agora companheiros na Ferrari até o fim do ano e Vettel, respectivamente segundo, primeiro e terceiro colocados no GP da Bélgica realizado no último domingo.

2 de setembro de 2009

Juiz é afastado por queixa de servidores no Rio

Por Por Marina Ito:
Além de aceitar representação contra o juiz Luiz Antonio Valiera do Nascimento, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro resolveu, nesta segunda-feira (31/8), por maioria, afastá-lo temporariamente. O juiz é acusado de ser rude com os servidores. Para a maioria dos desembargadores, o afastamento não é punição, mas uma maneira de fazer o juiz refletir sobre sua postura. Em sua defesa, o juiz argumentou que apenas impõe disciplina na sua vara e que os depoimentos contra ele são contraditórios.

O corregedor do TJ do Rio, desembargador Roberto Wider, afirmou que durante a correição da 39ª Vara Cível do Rio foram ouvidas mais de 70 testemunhas, entre servidores e ex-funcionários que trabalharam com o juiz. A maioria dos depoimentos, disse o corregedor, mostrou que o juiz submetia os serventuários a situações constrangedoras, como dar ordens contrárias a funcionários diferentes, causando mal-estar entre eles.

Segundo Wider, ficou constatada a enorme rotatividade de servidores na vara, que foi atribuída à conduta “rude e intempestiva” do juiz. “Há diferença entre ser duro e deseducado, humilhando servidores e advogados”, disse. Para o corregedor, o Órgão Especial deveria atuar para sinalizar que o tribunal está atento à postura de seus juízes.

Já a defesa do juiz afirmou que a representação era oriunda de movimento sindicalista. Foi o SindiJustiça do Rio quem entrou com a representação. Para o advogado do juiz, o sindicato “se arvora em defensor da pureza da magistratura”. Segundo a defesa, só depois de oito anos à frente da Vara, o juiz passou a ser alvo dos servidores. Disse, ainda, que há provas de que servidores ofereceram festa de aniversário para o juiz, como manifestação de apreço. “Se for aceita a representação, o juiz vai provar que a maioria dos depoimentos não são verdadeiros”, disse.

A defesa do juiz reclamou do modo como foi conduzida a representação, com depoimentos de funcionários que trabalharam com o juiz há mais de cinco anos. “A prova é imprestável”, disse o advogado. Isso porque, disse, todos foram ouvidos sem a presença do juiz ou do seu advogado.

Os argumentos, no entanto, não deram certo. Todos os desembargadores do Órgão Especial concordaram em abrir o procedimento disciplinar. Por unanimidade, entenderam que o juiz deve responder por ter infringido o inciso 4º do artigo 35 da Loman. Segundo o dispositivo, é dever do juiz tratar com “urbanidade” partes, advogados, promotores e funcionários. Por maioria, também incluíram outros dispositivos como “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”.

Dever de controlar“Juiz não é imperador”, disse o desembargador Murta Ribeiro. Para ele, se há um descontrole no cartório, pode ser em função da conduta do próprio juiz. Em um tribunal que preza pela gestão, disse, a função do juiz não é só despachar, mas também fiscalizar. “Se a ordem não é cumprida, tem de ver o que está acontecendo.”

Já a desembargadora Nilza Bittar se mostrou indignada com os depoimentos que leu. Disse que há testemunhas que dizem que o juiz sacudiu uma funcionária no meio da rua, perguntando por que ela não havia lhe avisado que mudaria de vara. Também citou relato de que o juiz se revoltou com um idoso que o chamou de “meu filho”.

Com postura mais conciliadora, o decano do TJ, desembargador Marcus Faver, não viu indícios de que o juiz tinha condutas repreensíveis na vida pública ou particular. “O que há é uma conduta um tanto quanto desabrida.” Faver, que já foi membro do Conselho Nacional de Justiça, lembrou que, embora não seja o caso do juiz da 39ª Vara, ainda há certa tradição de juízes que se recusam a atender advogados. O desembargador classificou a atitude de “repugnante”. Faver foi o conselheiro que votou, no CNJ, pela obrigação do juiz em receber advogados.

Afastamento do juizPonto de divergência entre os desembargadores foi quanto ao afastamento do juiz. Para Faver, o afastamento não tem caráter punitivo e nem visa diminuir o juiz. Para ele, o afastamento poderia fazer com que o juiz refletisse sobre a conduta.

O desembargador Sérgio Cavalieri disse que afastar o juiz faria recair sobre ele a pecha de que houve algo mais grave, mas considerou que não havia muito a fazer já que o juiz tinha criado incompatibilidade com o cartório. “O cartório tem de prosseguir”, disse.

O desembargador Mota Moraes entendeu que a instauração do procedimento já era uma censura à conduta do juiz, uma espécie de advertência. Para ele, o afastamento parece “prêmio”. O juiz, disse, tem de continuar e enfrentar a situação. A maioria, no entanto, entendeu que ele deveria ficar afastado temporariamente.