4 de março de 2013

Edir Macedo estreia na lista anual da Forbes


Fonte: http://economia.ig.com.br
Edir Macedo foi incluído, pela primeira vez, na lista de bilionários publicada anualmente pela revista Forbes, divulgada nesta segunda-feira. O bispo aparece na posição 1.268 entre os mais ricos do mundo, 41º entre os brasileiros, com fortuna calculada em US$ 1,1 bilhão (ou R$ 2,2 bilhões, no câmbio atual).
Edir Macedo é destacado pela revista como um dos líderes religiosos mais ricos do mundo, além de ser um "proeminente barão da mídia no Brasil", diz a publicação.
A Forbes afirma que a principal responsável pela fortuna de Macedo é a Rede Record, da qual o bispo é controlador. "Não é claro de onde ele tirou o dinheiro para comprar a empresa. O Ministério Público do Brasil sonda essa questão há dez anos. Relatórios sugerem que usou fundos da igreja", diz a revista, que classifica ainda a Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo, como "uma das mais controversas religiões do país".
A publicação lembra ainda que Edir Macedo também é dono da W67CI, uma afiliada da Telemundo em Atlanta, onde o bispo tem residência.
"Sua biografia de 2012, 'Nada a perder', narra os 11 dias que passou na cadeia, em 1992, acusado de charlatanismo (ele foi inocentado das acusações). As vendas do livro superaram as da biografia de Steve Jobs no país, onde permaneceu por seis semanas nas listas de mais vendidos", diz a Forbes.
Procurado pela publicação, Edir Macedo não comentou a reportagem.
Por Marcello Muniz: Enquanto Silvio Santos entrou para a lista a custa de seus longos anos de trabalho, esse senhor entrou para lista a custa do que? O pior cego é aquele que não quer ver o que lhe salta aos olhos, e continua tirando do seu suado salário para sustentar esse e outros "líderes"!

Silvio Santos estreia na lista anual da Forbes.


Fonte: http://economia.ig.com.br
Silvio Santos foi incluído, pela primeira vez, na lista de bilionários publicada anualmente pela revista Forbes, divulgada nesta segunda-feira. O empresário aparece na posição 1.107 entre os mais ricos do mundo, 35º entre os brasileiros, com fortuna calculada em US$ 1,3 bilhão (ou R$ 2,5 bilhões, no câmbio atual).
O grupo do empresário controla mais de 30 empresas, com vendas anuais na casa dos US$ 2 bilhões (R$ 3,9 bilhões), segundo a publicação.
Os negócios de Silvio Santos incluem, além do SBT, a Liderança Capitalizações (que vende a Tele Sena) e a marca de cosméticos Jequiti, a "menina dos olhos" do grupo, segundo a Forbes. A publicação lembra ainda que o empresário era o controlador do Banco Panamericano, vendido para o BTG Pactual em 2011 por US$ 270 milhões, após um escândalo de fraude.
"Ele ainda aparece na TV e os telespectadores o amam", diz a Forbes.

3 de março de 2013

Ford do Brasil é condenada por forjar contratação de deficientes


Fonte: http://www.sidneyrezende.com

A Justiça condenou a Ford do Brasil a pagar uma indenização de R$ 400 milhões devido à contratação irregular de supostos deficientes físicos na unidade de Tatuí, no interior de São Paulo. A montadora admitiu 280 funcionários terceirizados de uma associação voltada para pessoas com deficiência para trabalhar em cargos esseciais como motoristas e montadores, mas nenhum deles tinha limitações de fato.
O juiz Marcus Menezes Barberino, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, determinou que a Ford recontrate os funcionários antes terceirizados que estavam afastados desde agosto. A multa é de R$ 500 mil por dia caso a montadora não faça isso em 2 meses. A empresa não quis se pronunciar sobre a sentença.


Cacá Bueno vence primeira corrida de 2013 da Stock Car.


Fonte: http://grandepremio.com.br
A temporada 2013 da Stock Car começou emocionante no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. A vitória neste domingo (3) foi do pentacampeão Cacá Bueno, o que pode parecer até previsível para muita gente, mas, para terminar na frente e iniciar a busca pelo hexa no alto do pódio, o carioca precisou levar a melhor em um duelo espetacular. Foi só na última volta que ele conseguiu superar Valdeno Brito e Átila Abreu para festejar pela primeira vez no ano e pela 30ª vez em sua carreira.

Abreu liderava a prova até poucas voltas do fim e parecia que ficaria com a vitória com uma estratégia muito bem traçada pela equipe AMG. Mas um problema mecânico no sistema de combustível o fez perder rendimento nas voltas finais, iniciando a empolgante batalha com Cacá e Valdeno.

Sem condições de completar a prova, Átila ficou para trás no fim da penúltima volta, quando os três chegaram a ficar lado a lado no bico de pato. Na volta final, Valdeno perseguiu Cacá, chegou bem perto, mas não conseguiu dar o bote. O pódio foi completado por Ricardo Maurício.

Rubens Barrichello fez prova apagada e estava dentro da zona de pontuação até poucas voltas do fim, mas um furo no pneu traseiro direito o derrubou para a 25ª posição. Em quatro corridas, o ex-F1 ainda não terminou nenhuma vez no top-20.

Os movimentos iniciais dos pilotos no momento da largada empolgaram, especialmente a manobra de Ricardo Maurício, que quase pulou de quarto para primeiro, mas não desbancou Julio Campos. Nenhum incidente aconteceu nas primeiras curvas, porém, no miolo, Rodrigo Sperafico foi tocado por Duda Pamplona e rodou. Sperafico abandonou ali a prova, mas a direção de prova não colocou o safety-car na pista.

Havia a expectativa para saber se os pilotos fariam pit-stops na primeira volta, e quais deles adotariam essa estratégia. Maurício e Cacá Bueno foram dois dos que optaram por parar ainda no primeiro giro. Daniel Serra e Max Wilson fizeram seus pits na segunda passagem e o pole, Julio Campos, completou um giro a mais e parou na terceira volta.

Quando Campos retornou à pista, ele já não era mais o primeiro dentre os que haviam reabastecido. Cacá e Maurício foram mais rápidos. Atrás do paranaesne estavam Allam Khodair e Thiago Camilo. O trio protagonizou uma excelente briga na quinta volta. Campos e Camilo ficaram lado a lado da Reta Oposta até o Laranjinha. Apesar das várias curvas divididas, a ordem dos pilotos não mudou.

Na primeira posição real estava Átila Abreu, seguido por Valdeno Brito. A estratégia deles era diferente: parar no fim do primeiro terço de corrida. O paraibano entrou nos boxes na nona volta, uma antes de Átila. Para Valdeno, a tática rendeu algumas posições. Quando Átila voltou à pista, tinha 4s de vantagem para Cacá. Ambos trocaram o pneu traseiro direito do carro.

Com todas essas paradas, os líderes passaram a ser dois novatos: Fabio Fogaça e Vitor Genz. O paulista ficou na pista por algumas voltas até parar e voltar em 16º. O gaúcho herdou a ponta e por lá continuou. A princípio, era de se esperar que Genz fizesse um reabastecimento, mas a Gramacho resolveu ousar na estratégia e mantê-lo na pista.

No meio da prova, os pneus traseiros direitos da Pirelli começaram a apresentar problemas. Camilo foi o primeiro a sofrer e parou na 12ª passagem para trocar o composto. Campos teve ainda mais azar: seu pneu estourou no S do Senna e ele não conseguiu retornar aos boxes, ou seja, fim de prova para o pole-position. Rubens Barrichello, que fazia prova apagada, mas pontuaria pela primeira vez na Stock Car, foi outra vítima do traseiro direito.

Voltando à briga pela liderança, Genz não resistiu até a bandeirada e parou nos boxes na 21ª volta. A ponta voltou para Átila, mas a estratégia que parecia boa acabou não valendo a vitória. O sorocabano teve um problema mecânico nas voltas finais e perdeu rendimento. Aí começou uma ótima briga com Cacá e Valdeno, que se aproximaram.

Os três dividiram curvas, trocaram leves toques e protagonizaram momentos emocionantes. No fim, Átila ficou mesmo pelo caminho, e Cacá e Valdeno restaram na disputa. Na volta final, o piloto da Red Bull não permitiu o bote do paraibano e cruzou a linha de chegada na frente. Apenas 0s7 de vantagem.

Ricardo Maurício completou o pódio, seguido por Daniel Serra, Tuka Rocha, Max Wilson e Allam Khodair. Luciano Burti e os novatos Fabio Fogaça e Raphael Matos fecharam o top-10 do dia.


2 de março de 2013

Banco do Brasil é condenado a indenizar clientes por longa espera na fila.


Notícia publicada em www.tjrj.jus.br

O desembargador Gilberto Dutra Moreira, da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, condenou o Banco do Brasil a indenizar em R$ 3 mil, por danos morais, uma idosa e dois portadores de necessidades especiais. Eles alegam que, em 2009, foram a uma agência do banco para efetuar o pagamento de algumas contas e, como ela se encontrava cheia, o gerente informou que não seria disponibilizado um caixa preferencial. Os autores tiveram que esperar por mais de duas horas pelo atendimento.

 O banco réu alegou que o fato gerou apenas um mero aborrecimento e, por isso, não havia o dever de indenizar. Mas, para o desembargador relator, as provas apresentadas pelos autores comprovaram a permanência na agência por tempo superior ao permitido. “De fato, a Lei Estadual nº 4.223/2003, em seu artigo 1º, limita em 20 minutos o período de atendimento para idosos e deficientes. Além disso, os autores também tinham direito a atendimento preferencial, sendo a primeira autora, por ser idosa, com 69 anos na época, e o segundo e terceiro autores, em face de deficiência física, que é comprovada pelos passes especiais de transporte, o que torna a espera ainda mais sofrida e descabida, configurando a falha na prestação do serviço,” afirmou o magistrado.    

 Nº do processo:0008690-34.2010.8.19.0205

As vendas de carros em fevereiro 2013.


Fonte:http://carplace.virgula.uol.com.br

Os dados oficiais de emplacamentos do mês de fevereiro serão divulgados na próxima semana pela Fenabrave, mas já é possível antecipar os números preliminares. Destaque deste mês são os novatos, HB20 e Onix, que passam a figurar no Top 5. Enquanto isso, os líderes vêm seus números caindo.

A liderança entre os automóveis permaneceu com o VW Gol (15.715), mas a vantagem em relação aos adversários mais próximos caiu bastante: em relação Fiat Palio (13.131), novo vice-líder no acumulado de 2013, foi de pouco menos de 2,6 mil unidades, ao passo que em relação ao Hyundai HB20 (10.179), destaque do mês na 4ª posição, a diferença foi inferior a 5,6 mil unidades.

O Chevrolet Onix (9.037) garantiu a 5ª posição com quase 500 unidades de vantagem sobre o VW Fox / Crossfox, enquanto o Ford Fiesta (5.550) voltou a figurar entre os 10 mais vendidos.

Destaque negativo do mês, o Renault Duster (1.232), sofrendo com a redução de estoques em virtude da paralisação da fábrica para ampliação, caiu bastante.

RANKING DE AUTOMÓVEIS
1º) VW GOL 15.715
2º) FIAT PALIO 13.131
3º) FIAT UNO 11.109

4º) HYUNDAI HB20 10.179
5º) CHEVROLET ONIX 9.037
6º) VW FOX / CROSS FOX 8.595
7º) FIAT STRADA 8.220
8º) FIAT SIENA 6.820

9º) VW VOYAGE 6.146
10º FORD FIESTA 5.550
11º CHEVROLET CELTA 5.421
12º VW SAVEIRO 4.990
13º CHEVROLET CORSA SEDAN 4.581
14º RENAULT SANDERO 4.512
15º FORD ECOSPORT 4.234
16º HONDA CIVIC 3.978
17º CHEVROLET COBALT 3.852
18º CHEVROLET S10 3.748
19º FIAT PUNTO 3.31320º FORD KA 3.174
21º TOYOTA COROLLA 3.038
22º HONDA FIT 3.009
23º CHEVROLET MONTANA 2.902
24º CITROËN C3 2.651
25º CHEVROLET SPIN 2.456

Com apenas Massa começando temporada 2013, Brasil vive situação inédita em 35 anos


Fonte: http://grandepremio.com.br
A até esperada quebra de contrato da Marussia com Luiz Razia por falta de pagamento — da segunda parcela do acordo, segundo informação da revista ‘Autosport’ — nesta sexta-feira (1) reduziu a um o número de pilotos brasileiros no campeonato da F1 — uma situação também esperada por muitos desde o ano passado, quando Bruno Senna se viu em situação delicada depois de ter sido defenestrado da Williams.
É só Felipe Massa que vai mostrar a bandeira verde e amarela nos GCs da TV e, eventualmente, nos pódios das 19 etapas da temporada. O fato é incomum para um país acostumado a ter pilotos de baciada nos últimos tempos, e só uma pesquisa minuciosa encontra a resposta da última vez quando o Brasil viu cenário igual: 1978.
Naquele Mundial, Emerson Fittipaldi deu a partida em voo solo pelo Brasil correndo por sua equipe. Na 11ª etapa, o GP da Alemanha, a Ensign passou a contar com Nelson Piquet, que marcou sua estreia na F1. Nelsão ainda fez corridas naquele campeonato pela McLaren (três) e pela Brabham (uma).
A última temporada inteira com apenas um brasileiro foi a de 1971, com Fittipaldi a ser acompanhado nas dez provas do calendário, com a Lotus, naquela temporada, sua primeira completa na categoria. Emerson foi o sexto colocado naquele Mundial, marcando 16 pontos. O campeão foi Jackie Stewart.


Marussia F1 rompe contrato com Luiz Razia.

Fonte: http://grandepremio.com.br

Luiz Razia nem passou pelo período temporário de 30 dias – foram exatos 23 dias e 10 horas –, mas viveu dias de aviso prévio na Marussia diante da inadimplência de seus incertos e não sabidos investidores. Até que, oficialmente, às 15h01 (de Brasília) deste primeiro dia de março teve de entregar seu cargo de piloto titular de F1 para Jules Bianchi.

O riso que surgiu diante da pergunta até denotou uma conformidade de quem já esperava tal desfecho. Talvez não naquele dia, como a conversa acaba revelando, mas o calote na segunda das seis parcelas do pagamento combinado à pior equipe do campeonato fez com que a assinatura no contrato fosse invalidada. Em um primeiro momento, a análise apontou para um lado. “A gente fez tudo certo”, disse Razia com exclusividade ao Grande Prêmiopor telefone. “O pessoal brasileiro que mora nos EUA e está investindo na gente tinha assinado o contrato e pagado a primeira parcela, então estava tudo indo do jeito que a gente precisava e, por questões de aplicações, eles tiveram problemas de tirar o pagamento para a outra.”

Uma breve volta a novembro resgata a informação de uma fonte próxima a Razia. “Se ele vier ao GP do Brasil é porque alguma coisa está engatilhada para o ano que vem”, e quando o baiano de Barreiras apareceu no paddock de Interlagos, o questionamento sobre suas negociações e futuro encaminhado foram inevitáveis. Ali já se sabia que Luiz conversava fortemente com Force India e Marussia, principalmente, mas vai que alguma coisa sobrasse na Caterham. Ali, no entanto, já se compreendia a dificuldade para arrumar patrocinadores, sobretudo nacionais. Enquanto o mundo se debruçava para descobrir os passos de Bruno Senna, Razia deixava propositalmente escapar, no fim de janeiro, o acordo com a Marussia. O anúncio pessoal foi posto em seu site, retirado no mesmo dia, divulgado no principal telejornal do país e só confirmado na semana seguinte, estranhamente um dia depois que a escuderia revelou seu carro novo.

A divulgação do material de imprensa da Marussia estampava claramente que seus patrocinadores/apoiadores, Cyber1 e Filabé, foram postos de forma virtual em seu macacão. Ao se apresentar para os primeiros treinos coletivos em Jerez de la Frontera, que acabaram sendo seus únicos, as marcas não apareciam mais em sua roupa de trampo. Tudo voltava ao enigma. Tipo este “pessoal brasileiro que mora nos EUA e está investindo na gente”.

“Isso foi enrolando, e o banco foi os enrolando também. A primeira semana de Barcelona passou, mas estava com muita esperança de que a gente ia resolver porque nos falaram que era uma questão de tempo”, contou Razia. “A gente começou a contatar várias pessoas que poderiam nos ajudar, mas não conseguiu – até hoje de tarde, a gente teve várias reuniões”, referiu-se a esta sexta. “A equipe obviamente precisava desta parcela, e a gente acabou sendo irregular com o contrato.”

Numa linguagem popular, foi a primeira mancada destes investidores com quem Razia trabalha “desde o ano passado”. “Os primeiros testes que eu fiz de F1 foram com eles, então estava tranquilo quanto a isso. E infelizmente acontece isso chegou a esse ponto de não poder fazer nada”, lamentou. O contrato foi assinado precisamente em agosto. “E os testes que a gente fez de Force India e Toro Rosso, além da nossa temporada de GP2, já tiveram suporte dessas pessoas”, defendeu. Luiz foi novamente instado a falar mais sobre a identidade deles. “Não posso porque seria falta de ética minha. A gente não se acertou ainda e vai ter de sentar para ver o que vai ter de fazer no futuro, e seria antiético da minha parte falar o nome delas.”

O que ao menos se pôde extrair é que se tratam de duas pessoas, “com empresas nos EUA e na Suíça”.

Mais abertamente, em uma conversa anterior, Razia havia mencionado que quem agenciava sua carreira eram os empresários “Téo e Vera”. Que vêm a ser Téo e Vera Lopes, responsáveis pela Eau Rouge Motorsport Management, companhia com base na Inglaterra que também cuida dos brasileiros Rodolpho Gamberini, Victor Corrêa e Yann Cunha. “Eles não corriam atrás de patrocínio. A parte deles era falar com as equipes e fazer as propostas”, falou Luiz. Os intermediários de Luiz não só procuraram a Marussia e a Force India, como se sabe. “A gente chegou a conversar com a Lotus e com a Caterham também”, revelou.

A Lotus é a novidade desta história. “Inclusive o anúncio do (Romain) Grosjean demorou porque a gente estava falando bastante com eles”, comentou Razia, para completar que “não foi muito além de duas ou três reuniões”.

Já as negociações com o time de Vijay Mallya estavam, segundo o piloto, “bem adiantadas”. “Mas como os valores deles estavam fora da nossa possibilidade, a opção acabou restando entre a Caterham e a Marussia. E, pra falar a verdade, a gente fechou com a Marussia porque era a oportunidade que dava.”

Razia deu uma noção das cifras com as quais lidou. “Quando eu estava negociando com as equipes, muita gente falava em valores absurdos. Falavam em € 30 milhões, que é algo gigante, de patrocinador principal. O que é possível levar hoje para a F1 é algo entre € 5 a 8 milhões, no nosso caso”, contou. Diante da estimada quantia de € 20 milhões para o cockpit da Force India, Luiz respondeu que o preço era “mais baixo”. “Mas a Force India, na verdade, era uma incógnita. O (Adrian) Sutil garantiu a vaga na equipe, na minha opinião, porque poderia garantir mais pontos no campeonato – eles estavam vendo se valeria a pena pegar dinheiro de um piloto ou um piloto que poderia somar mais pontos.”

Ainda que o resultado tenha sido nulo para suas pretensões, Razia dispõe de um time empenhado em buscar recursos financeiros. O capitão deles, por assim dizer, é Eros Narloch, diretor-geral da Somoz, empresa de gerenciamento de marketing e ativação de patrocínios. “A gente tinha muitas pessoas trabalhando”, avaliou Luiz. “O que não faltou foi conversar com possíveis patrocinadores, como Santander, Raízen, Embratel, Gillette, conversou com Guaraná Antarctica, Petrobras, com bancos, e chegamos ao patamar de fechar alguns deles, mas infelizmente o pessoal acabou não querendo, até porque queriam saber qual equipe eu iria estar para me patrocinar. Quando a gente conseguiu a equipe, tudo aconteceu muito rápido e não conseguiu concluir nada”, queixou-se.

Nada. Nenhum aporte brasileiro de empresa grande, pequena ou local. É o ponto que talvez deixe Razia mais tocado nesta história toda. “A minha indignação é que, apesar de muita gente levar como piada, meu próprio estado, a Bahia, nunca conseguiu me apoiar”, falou. “Pô, tem várias empresas lá, tipo a Braskem, que a gente chegou a conversar, e nada; às outras que eu citei, a gente sentou com elas e mostrou um projeto realista, mas nenhuma quis... não que eu esteja culpando especificamente as empresas, mas a falta de apoio, especificou.”

Luiz insistiu que tudo o que precisava ser feito para alcançar o êxito foi feito, “das pessoas que trabalham com a gente, que fizeram as reuniões e que se esforçaram, e da minha parte”. Eu sou uma pessoa muito tranquila, eu sou dedicado, eu reconheço todos aqueles que me ajudaram até aqui – foi feito, não tenho nada para dizer”, repetiu. “Eu fiz tudo que era possível para estar aqui. Eu tive alguns erros na minha carreira, mas eu sempre tentei melhorar. E eu me sinto conformado porque eu vou dormir sentindo que fiz tudo. É triste? É, pô, estar na F1 era o meu sonho, e eu estava lá, e perder a vaga por algo que nem eu entendi direito, é difícil, mas vai se fazer o quê?”

Para entender direito, assim, o que aconteceu, questionou-se Razia se o caso deu-se da seguinte forma: o primeiro pagamento caiu e o segundo, que deveria ter caído numa data X, não ocorreu, e nasceu um problema burocrático entre os tais investidores e o banco. “Exatamente, você descreveu o que aconteceu.”

Você perdeu a primeira parcela, então?, e Razia logo retrucou: “Eu não perdi, né?”, para então rir. “Existia um contrato para ser cumprido, e não foi. Esse é um problema que vai ter de ser resolvido com as pessoas que tratam disso, os nossos investidores”, disse.

Luiz confessou que as tratativas para resolução da pendenga rolavam até momentos antes da quebra do acordo com a Marussia. “Inclusive estávamos negociando com um banco que até estava a fim de entrar, mas não deu, e agora vou ter de sentar para analisar o que é que eu vou fazer”, falou. “A equipe acabou ligando para a gente e falou que teria de tomar essa decisão. Dois segundos depois, já estava na imprensa, e a gente nem pôde falar nada. Então se foi surpresa para vocês, para mim também foi.”


Ainda tomado pelo susto do desemprego, Razia admitiu que está “sem ideia do que é melhor” para seu futuro no automobilismo. “E vou ter de pedir muito conselho para as pessoas para ver o que me beneficiaria, mas estou motivado para conseguir voltar”, declarou. “Acho que muitas pessoas não veem o que eu vejo, não têm a mesma crença que eu tenho, ou a força de vontade que tenho, mas eu quero conseguir estar na F1 de novo. Até duas semanas atrás, eu estava, então não é agora que eu vou desistir.”

O cenário ainda é mais complicado ao observar que “as categorias em que poderia ingressar já começaram suas atividades”. “Se eu quisesse andar em algum carro, eu queria disputar pelo menos o pódio. E para entrar em uma equipe que não me dê essas condições, não vale a pena porque não vou poder desenvolver bons resultados”, disse.

A questão é o asterisco e a mancha que o calote da F1 vão deixar no currículo. Mas Razia minimizou. “Isso só vai atrapalhar se eu não tiver uma boa empresa atrás de mim. Agora, a gente precisa ter bons patrocinadores para que isso seja descartado”, relativizou. “Se eu tivesse, por exemplo, uma AmBev, uma Petrobras, uma empresa forte, não haveria mais nenhuma dúvida sobre mim. É o caso de a gente conseguir pessoas de nome e de peso.”

O revés com a Marussia acabou sendo visto como mais um aprendizado, o que levou Razia a desvelar que a carreira de piloto esteve perto do fim há pouco tempo. “Eu tive uma lição em 2011 que eu quase parei de correr, até por um fato de confiança e auto-estima, e reganhei de volta e vi que vale a pena passar por dificuldades e que a gente aprende e que passa por uma jornada que faz a gente crescer como pessoa. E não quero que essa dificuldade me faça cair como caí em 2011.”

Para o piloto, “todo mundo passa por esse tipo de coisa na vida, e a gente pensa se foi um erro ter feito isso ou aquilo”. “Eu acabei aprendendo que não existem erros, mas aprendizados”, e na leva, aí veio a confissão de que algo evidentemente não saiu certo. “Veio uma lição da maneira mais difícil de aprender para mostrar a parte onde a gente errou, o que não cumpriu e o plano B que não preparou. Em 2011, eu realmente estava prestes a parar – tinha até me inscrito na universidade –, e a vida me deu um tapa para mostrar que eu precisava acreditar e ter garra. E em 2012, estava numa equipe que não tinha condições de disputar vitórias e quase foi campeã, a Arden, e isso me deu uma nova perspectiva de como levar as coisas. O tombo que estou levando é duro, não é fácil, mas não é o fim”, comentou.

A título de curiosidade, Razia deixou para trás o curso de Engenharia Mecânica, apesar de se comunicar com facilidade. “Jornalismo, eu deixo para vocês”, falou. “Eu não sou muito parcial. Acho que não serviria para ser jornalista porque eu gosto de torcer. Eu gosto muito do Brasil, então não seria muito bom para ser imparcial.”

O que fica, por enquanto, de gosto para Razia são dois dias de testes com o carro rubronegro. Que, segundo o brasileiro, “tem potencial para bater a Caterham, que não vai desenvolver muito neste ano porque está olhando muito para 2014, quando vai ter uma mudança muito grande”. “A Caterham acha que vai dar o grande salto no ano que vem e vão concentrar nisso. Já a Marussia, que está com o Pat Symonds, muito experiente, mais de 30 anos na F1, vai aproveitar as oportunidades que tem na mão, principalmente com a McLaren. Eu estive no simulador, inclusive, e foi um dia muito legal para mim, e vi que eles estão determinados a colocar várias atualizações no carro. Mas esse é o limite. Ultrapassar a Caterham é uma realidade, mas para por aí”, admitiu.

Também fica a gratidão por uma equipe que procurou ajudar o quanto pôde. “Eu não tenho nada a reclamar, não. Eles me deram a oportunidade – tinham o próprio Bianchi para escolher antes, outros pilotos na lista – com aquilo que a gente tinha”, avaliou Luiz. “A gente assinou o contrato e começou a trabalhar junto, e desde o começo sempre me trataram bem. A parte de engenharia adorou o meu trabalho e eu estava me sentindo muito bem com eles. Não tenho por que sentir qualquer rancor.”

Se Razia bateu tanto na tecla de que tudo é aprendizado e lição, entendeu bem que “essa é a natureza da categoria”. “Tem um ditado que fala para não odiar o jogador, mas para odiar o jogo. O jogo é a F1, não sou eu nem a equipe.”