11 de setembro de 2013

Sebastian Vettel vence facilmente o GP de Monza de Fórmula 1.


Inalcançável. Assim foi o líder do campeonato, Sebastian Vettel, durante todo o fim de semana do GP da Itália. Largando da pole position, o alemão da RBR não deu a mínima chance para os rivais e venceu com a mais absoluta tranquilidade em Monza, palco de seu primeiro triunfo na Fórmula 1, em 2008, pela STR. Uma vitória com autoridade na casa da Ferrari, para desespero dos “tifosi” – como são conhecidos os torcedores do time italiano –, que vaiaram o piloto na cerimônia do pódio. Desesperado também deve estar Fernando Alonso, que vê o tetra do rival cada vez mais encaminhado. O espanhol bem que tentou brindar a torcida com o troféu de primeiro lugar. Largou em quinto, ganhou posições e cruzou em segundo, mas passou longe do prodígio da RBR, que ainda pôde tirar o pé nas voltas finais. Com problemas no câmbio, Mark Webber conseguiu levar sua RBR até o fim, fechando o pódio. Assim que cruzou a linha de chegada, parou o carro.

Felipe Massa teve uma boa exibição no GP caseiro da Ferrari, terminando em quarto. O brasileiro foi para a pista com um motor totalmente novo, já que a equipe fez uma troca preventiva, após análises apontarem risco potencial de falha no propulsor anterior. Com uma largada brilhante, pulou da quarta para a segunda posição. Na sequência, fez também o “dever de casa”, deixando o caminho livre para o companheiro Alonso, que ainda sonha com o título, passar. Porém, os mecânicos de sua equipe não foram tão velozes quanto os da RBR na parada nos boxes, e Massa voltou atrás de Webber, perdendo o lugar no pódio.

Nico Hulkenberg foi um dos destaques da prova. Após conseguir a façanha de largar em terceiro com a limitada Sauber, conseguiu se manter no pelotão da frente, fechando em quinto. Outro que mandou bem foi Daniel Ricciardo, da STR. Em seu primeiro GP após assinar com a RBR para 2014, o jovem australiano chegou em sétimo, atrás de Nico Rosberg (Mercedes). Completaram a zona de pontuação: Romain Grosjean (Lotus), Lewis Hamilton (Mercedes) e Jenson Button (McLaren). Na semana que completa 50 anos, a McLaren teve mais um desempenho abaixo da crítica: Button somou um solitário ponto, enquanto Sergio Pérez foi o 12º. Após bater o recorde de corridas seguidas no top 10, Kimi Raikkonen amargou seu segundo GP fora dos pontos. Também cotado na Ferrari, o “Homem de Gelo” teve a corrida prejudicada logo na largada, ao tocar na McLaren de Sergio Pérez, e terminou apenas em 11º.

Difícil de alcançar na pista e também na tabela. Com o sexto triunfo na temporada, Vettel subiu para 222 pontos e segue firme para se tornar o tetracampeão mais jovem da história. Com 12 de 18 provas disputadas, sua vantagem para o vice-líder Alonso subiu de 46 para 53 pontos. E Vettel é realmente a pedra no sapato do espanhol. Chegou à 32ª vitória na carreira, igualando o piloto da Ferrari como quarto maior vencedor da categoria. O alemão, porém, tem apenas 113 GPs disputados, contra 209 do espanhol. À frente deles estão apenas Michael Schumacher (91), Alain Prost (51) e Ayrton Senna (41). 

O GP da Itália fechou a chamada “temporada europeia” da Fórmula 1. Os pilotos partem para a Ásia, onde disputarão mais cinco etapas no continente vizinho, a primeira delas em Cingapura, no dia 22 de setembro. Após a fase asiática, a temporada se fecha com mais duas provas, uma nos EUA e outra no Brasil.


Resultado da corrida:

1) Sebastian Vettel (ALE/RBR) 53 voltas, em 1h18m33s352
2) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) + 5s467
3) Mark Webber (AUS/RBR) + 6s350
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari) + 9s361
5) Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) + 10s355
6) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) + 10s999
7) Daniel Ricciardo (AUS/STR) + 32s329
8) Romain Grosjean (FRA/Lotus) + 33s130
9) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) + 33s527
10) Jenson Button (ING/McLaren) + 38s327
11) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) + 38s695
12) Sergio Pérez (MEX/McLaren) + 39s765
13) Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) + 40s880
14) Pastor Maldonado (VEN/Williams) + 49s085
15) Valtteri Bottas (FIN/Williams) + 56s827
16) Adrian Sutil (ALE/Force India) + 1 Volta
17) Charles Pic (FRA/Caterham) + 1 Volta
18) Giedo van der Garde (HOL/Caterham) + 1 Volta
19) Jules Bianchi (FRA/Marussia) + 1 Volta
20) Max Chilton (ING/Marussia) + 1 Volta


CLASSIFICAÇÃOPONTOSVITÓRIASPÓDIOSPOLESMELHORES VOLTAS
1Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)2226944
2Fernando Alonso (ESP/Ferrari)1692701
3Lewis Hamilton (ING/Mercedes)1411551
4Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault)1341601
5Mark Webber (AUS/RBR-Renault)1300403
6Nico Rosberg (ALE/Mercedes)1042230
7Felipe Massa (BRA/Ferrari)790100
8Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault)570100
9Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)480000
10Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes)360000
11Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes)250000
12Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes)180001
13Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari)130000
14Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari)180000
15Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari)170000
16Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault)10000

Felipe Massa anuncia que está fora da Ferrari em 2014.


No GP da Itália do último domingo, Felipe Massa completou 132 GPs pela Ferrari, foram 11 vitórias, 15 poles e 36 pódios. Em 2008, foi vice-campeão, ficando a apenas um ponto do título, que ficou com Hamilton.

O brasileiro alcançou o terceiro lugar na lista dos pilotos com mais corridas por uma mesma equipe, igualando a marca de Jacques Laffite (Ligier, de 1976 a 86), atrás apenas de Michael Schumacher (180 pela Ferrari entre 1996 e 2006) e David Coulthard (150 pela McLaren entre 1996 e 2004).

A história de Massa com a escuderia de Maranello tem data para terminar, dia 24 de novembro, diante de sua torcida, no GP do Brasil, que encerra a temporada 2013. Nesta terça-feira, a Ferrari liberou o piloto de 32 anos para anunciar, ele mesmo através de suas redes sociais, que não seguirá na equipe em 2014. A Ferrari confirmará nesta quarta-feira que o finlandês Kimi Raikkonen, atualmente na Lotus, fará dupla com o espanhol Fernando Alonso.



- Não vou mais correr pela Ferrari a partir de 2014! Gostaria de agradecer pela amizade, vitórias e um lindo momento com a Ferrari. A ajuda da minha esposa, da minha família e de todos os meus fãs. Toda a ajuda dos meus patrocinadores! Vou com tudo para as últimas sete corridas como piloto da Ferrari. A partir de agora quero achar uma equipe que me dê um carro competitivo para conseguir mais vitórias e vencer um campeonato que é o meu sonho!! Um beijo a todos! - divulgou o piloto em suas redes sociais.
Em sua mensagem, Massa fez agradecimentos à equipe, à família e aos patrocinadores e reforçou que não desistiu do sonho de ser campeão mundial, título que teve nas mãos por alguns segundos em 2008, mas que acabou ficando com Lewis Hamilton, na época na McLaren, em uma épica corrida em Interlagos. Para continuar perseguindo seu sonho, o brasileiro terá agora que buscar um novo lar. Uma das opções é a própria Lotus, que precisará de um piloto experiente para comandar o time, em caso da saída do finlandês. Outra possibilidade seria a Sauber, que tem parceria técnica com a Ferrari no fornecimento de motor, e enfrenta dificuldades financeiras. Caso só encontre vagas em times menores, o brasileiro não descarta deixar a categoria.
E caso seus compatriotas Felipe Nasr e Luiz Razia não consigam vaga no próximo ano, o país começará uma temporada sem representantes pela primeira vez desde 1970, quando Emerson Fittipaldi interrompeu um jejum de 11 anos sem brasileiros, estreando com o campeonato em andamento.


7 de setembro de 2013

Olimpíadas de Tóquio de 2020.


A eufórica festa de quatro anos atrás, quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, deu lugar a uma versão mais contida, neste sábado, em Buenos Aires, na Argentina. Desta vez, os abraços não foram tão calorosos, não caíram tantas lágrimas e não teve um ídolo mundial como o Pelé em "campo". Mas, felizes, os japoneses deixaram por alguns instantes a tradicional formalidade oriental de lado para festejar, com direito a pulinhos e bandeirinhas balançando, a honra da capital Tóquio ser palco pela segunda vez do maior evento esportivo do mundo, daqui a sete anos, em 2020.

Respaldado pela sólida economia, infraestrutura de ponta e um projeto grandioso e moderno, a capital japonesa desbancou Istambul e Madri na final da disputa pelas Olimpíadas de 2020, neste sábado, durante a 125ª Assembleia do Comitê Olímpico Internacional. Nem a preocupação com a recente descoberta do vazamento de alta radioatividade na usina nuclear de Fukushima foi capaz de atrapalhar o sólida proposta japonesa.
- Estou tão feliz, estou extasiado. Vou compartilhar essa alegria com a população do meu país. Quero que façamos tudo o possível para atender às expectativas - disse Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão.
Na primeira rodada de votação, Tóquio alcançou o maior número de votos (42), enquanto Istambul e Madri ficaram empatadas com 26. Uma nova rodada foi feita para desempatar, e a cidade turca levou a melhor por 49 a 45. Na última e decisiva votação, a capital japonesa foi superior, somando 60 votos contra 36 da rival. O resultado confirmou o favoritismo já apontado nas principais bolsas de apostas. Depois de 1964, a bandeira olímpica voltará a tremular na terra do sol nascente.
Na apresentação vencedora para os membros do COI, Tóquio apostou nas instalações futuristas, na infraestrutura de qualidade e no sistema de transporte público completo. Votos também foram conquistados com a invejável situação financeira do pais e as garantias de entrrega de tudo o que foi prometido para os Jogos. Um fundo de 4,5 bilhões de dólares (mais de R$ 10 bilhões) já foi separado para o desafio.
- Creio que Tóquio prevaleceu pela excelente qualidade de sua proposta e também pela experiência das candidaturas anteriores. Eles vieram com bases sólidos - ressaltou Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional.
A realização das Olimpíadas com total segurança foi outro ponto que ganhou destaque. "Tóquio é um dos lugares mais seguros do mundo", garantiu o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe. Em seguida, o líder político fez um discurso sobre o comprometimento com os valores olímpicos.
Já o polêmico assunto sobre o vazamento da usina nuclear de Fukushima ganhou apenas uma menção rápida durante a apresentação. Shinzo Abe garantiu que não há riscos para Tóquio. Os membros do COI, porém, não ficaram satisfeitos e pediram mais explicações sobre o problema.
- Agora podem existir preocupações com 2020, mas posso assegurar que a situação está controlada. Não teve e não terá nunca um impacto em Tóquio - disse o primeiro-ministro do Japão.

3 de setembro de 2013

Red Bull anuncia promoção de Daniel Ricciardo para o carro #2 em 2014

Fonte: http://grandepremio.com.br

Pouco mais de dois meses depois de Mark Webber anunciar que deixará a F1 no fim deste ano, a Red Bull confirmou o nome do substituto do australiano na equipe. E é, como os rumores indicavam há algumas semanas, outro australiano quem assumirá o lugar de Webber: Daniel Ricciardo.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo consultor do time, o ex-piloto Helmut Marko, na emissora austríaca Servus TV – que é controlada pela Red Bull. Tratou-se do último capítulo da novela que envolveu também os nomes dos campeões mundiais Kimi Räikkönen e Fernando Alonso.

Em uma super produção, o piloto de 24 anos chegou em um carro da marca Infiniti, patrocinadora da Red Bull, aos estúdios da Servus TV. Ele desceu pela porta traseira esquerda do modelo e mostrou um sorriso ainda maior do que o que costuma carregar nos paddocks da F1.

Ricciardo estreou na F1 na metade de 2011, colocado pela Red Bull na HRT. Em 2012, passou a competir pela Toro Rosso ao lado do francês Jean-Éric Vergne. Embora tenha conquistado resultados ligeiramente inferiores aos do gaulês, ele convenceu a cúpula da escuderia de que merecia mais a chance de subir para o time principal.

Essa preferência por Ricciardo em relação a Vergne ficou evidente quando o australiano foi escolhido para participar dos testes realizados em julho, em Silverstone, com o RB9. E Daniel aproveitou bem a oportunidade, segundo afirmou o próprio chefe da equipe, Christian Horner, à época.

Em 42 GPs na elite do automobilismo mundial, o piloto somou 22 pontos e tem como melhor resultado um sétimo lugar no GP da China deste ano. Em classificações, o grande feito dele foi a quinta colocação no grid do GP da Inglaterra de 2013.

Depois de Sebastian Vettel, Ricciardo é o primeiro piloto que fez parte do Red Bull Junior Team a ser promovido ao time principal da marca de bebidas energéticas na F1. Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi tiveram três temporadas para mostrar potencial na Toro Rosso, contudo, não apresentaram o suficiente para fazer a cabeça dos dirigentes.

Webber estava na equipe desde 2007, quando deixou a Williams. Ele chegou ao time para ser companheiro de David Coulthard. Em seis temporadas e meia até aqui, venceu 09 corridas, cravou 11 pole-positions e teve como melhores resultados no Mundial de Pilotos os terceiros lugares de 2010 e 2011.


Vendas de carros em agosto de 2013, Fiat lidera e Chevrolet volta a ultrapassar VW.

Vendas de veículos novos registraram uma pequena queda em agosto na comparação com julho. Foram 312.722 unidades (241.701 autos e 71.021 comerciais leves), 3,46% abaixo das 323.928 unidades emplacadas no mês anterior, de acordo com a Fenabrave.
Ainda de acordo com a entidade, na comparação com o mesmo período do ano passado (405.468) a queda chegou a 22,87%. É importante considerar que agosto de 2012 seria o último mês de IPI reduzido, o que provocou corrida às concessionárias naquele período – no dia 29 daquele ano, entretanto, o governo federal anunciou a prorrogação da redução da alíquota.
O acumulado do ano chegou a 2.344.436 unidades, 1,87% a menos do que as 2.389.228 unidades registradas entre janeiro e agosto do ano passado. Apesar disso, a entidade mantém a previsão de mais de 3,6 milhões de unidades até o final de 2013.
Com exatas 66 mil unidades, a Fiat assegurou a liderança geral com 21,11% de participação de mercado. Pelo segundo mês seguido, a Chevrolet (58.500) derrotou a Volkswagen (55.712) na disputa pela segunda colocação. Ford (31.429) e Renault (21.992) completaram as cinco primeiras posições.
AUTOMÓVEIS
O VW Gol emplacou 22.621 unidades, mais do que em julho, e se manteve à frente entre os automóveis, desta vez com vantagem superior a sete mil unidades em relação ao Fiat Palio (15.168). Terceiro, o Fiat Uno (14.079) já sente a ameaça do Ford Fiesta (13.541).
Confira agora os resultados completos das montadoras em agosto:


1 de setembro de 2013

Concessionária Chevrolet fechada há 17 anos tem 500 raridades dos anos 50 e 60 para vender!


Se a concessionária Volkswagen Cofipa de Estrela/RS não está vendendo nenhuma de seus raríssimos exemplares 0 km, a Lambrecht Chevrolet Company de Pierce, Nebraska, deverá provocar um enorme rebuliço no mercado de carros antigos dos EUA.

Alguns colecionadores de carros antigos vão ao Nirvana ao encontrarem uma ou duas dúzias de raridades em bom estado e prontas para serem vendidas, mas 500 carros dos anos 50 e 60 é algo que você não acha nos classificados todos os dias. Além disso, muitos são novos, com menos de 16 km rodados!
Há quase tudo da Chevrolet dos anos 50 e 60, destacando-se Impala, Chevelle, Cameo Pickup, TRi-Fives, entre outros, assim como raridades de outras marcas e épocas. A gravata dourada é o ponto fraco de Ray e Mildred Lambrecht, que inauguraram a concessionária em 1946. A loja vendeu carrões da marca americana por décadas, sempre com o casal e um único funcionário, um mecânico. Durante seis dias por semana, os donos fizeram a festa (literalmente) dos clientes de Pierce.
Os lançamentos chegam alguns dias antes da apresentação no show room e eram devidamente escondidos para que os curiosos não estragassem a surpresa. Por fim, na data estipulada pela GM, Ray e Mildred enchiam balões, serviam sucos e doces, tocavam músicas e todos os moradores da cidade vinham conhecer as novidades.
Incansáveis na labuta diária, a família Lambrecht não pôde sustentar a revenda, fechando a loja 17 anos atrás. Hoje com 90 anos, Ray e sua esposa decidiram leiloar todo o acervo de raridades da Chevrolet para salvar os carros. Quando alguns exemplares não eram vendidos, o casal o guardava em um depósito. Com o passar dos anos, muitos carros foram para o estoque, sendo necessário até guardar muitos exemplares na fazenda da família.
Agora, os 500 carrões Chevrolet da Lambrecht serão leiloados pela empresa Vanderbrink nos dias 28 e 29 de setembro. Enfim, uma grande parte da história americana ganhará novas mãos para ser preservada. E ao casal Lambrecht, restará apenas muitas histórias de seus amados modelos da gravata dourada, companheiros inseparáveis durante décadas.

Fiat indenizará consumidores por propaganda enganosa do Palio 2007.


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, manteve decisão que condenou a Fiat Automóveis S/A ao pagamento de indenização por propaganda enganosa aos compradores da primeira versão do Palio Fire modelo 2007. A decisão favorece apenas os primeiros adquirentes de cada veículo e tem eficácia somente em âmbito estadual, no Rio Grande do Sul. 


O Ministério Público do Rio Grande do Sul propôs ação coletiva de consumo contra a Fiat, por prática comercial abusiva e propaganda enganosa. Segundo o MP, a montadora de veículos não poderia, já tendo lançado e comercializado, em maio de 2006, o automóvel Palio Fire modelo 2007, passar a produzir e comercializar, logo depois, outro automóvel Palio Fire modelo 2007, com muitos itens modificados, ambos com a especificação “ano 2006, modelo 2007”. 

Em primeira instância, o pedido do MP foi negado, mas, em apelação, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) condenou a Fiat a indenizar por danos morais todos os consumidores que adquiriram o automóvel ano 2006, modelo 2007, mas que jamais foi fabricado neste ano. 

Além disso, o TJRS condenou a montadora à obrigação de não mais ofertar automóveis fabricados em um ano com modelo do ano seguinte sem que mantenha, nesse próximo ano, o modelo fabricado no ano anterior, sob pena de multa de R$ 10 mil para cada veículo ofertado nessas condições. 

Defesa da Fiat

Em recurso ao STJ, a Fiat Automóveis sustentou a ilegitimidade do Ministério Público para tutelar direitos individuais homogêneos e disponíveis, sem interesse público relevante envolvido no caso. 

Alegou ainda a ausência de prática comercial abusiva, uma vez que o lançamento de modelos diferentes do mesmo veículo no mesmo ano, ainda que o modelo não venha a ser fabricado no ano posterior, não configura publicidade enganosa. 

A Fiat argumentou que a modificação do modelo, ocorrida posteriormente, não atinge aqueles consumidores que já haviam adquirido o veículo antes da reestilização. 

Expectativa de consumo 

Em seu voto, o relator, ministro Sidnei Beneti, afirmou que o MP está legitimado a promover ação civil pública, não apenas em defesa de direitos difusos ou coletivos de consumidores, mas também de seus direitos individuais homogêneos. Esse entendimento já está amparado na jurisprudência do STJ. 

Quanto à responsabilidade da Fiat, o ministro destacou que, embora o fabricante não estivesse proibido de antecipar o lançamento de um modelo meses antes da virada do ano – prática muito utilizada no país –, não se pode admitir que, após divulgar e comercializar o automóvel Palio Fire ano 2006, modelo 2007, a montadora simplesmente lançasse outro automóvel, com o mesmo nome, mas com alteração de itens. 

“Isso nos leva a concluir ter ela oferecido, em 2006, um modelo 2007 que não viria a ser produzido neste ano, ferindo a fundada expectativa de consumo dos seus adquirentes”, ressaltou Beneti. 

Boa-fé 

O ministro afirmou ainda que é necessário que as informações sobre o produto sejam prestadas ao consumidor, antes e durante a contratação, de forma clara, ostensiva, precisa e correta, com o objetivo de sanar quaisquer dúvidas e assegurar o equilíbrio da relação entre os contratantes. 

“Um dos principais aspectos da boa-fé objetiva é seu efeito vinculante em relação à oferta e à publicidade que se veicula, de modo a proteger a legítima expectativa criada pela informação, quanto ao fornecimento de produtos ou serviços”, disse o relator. 

Dessa forma, o colegiado decidiu manter a decisão do TJRS, que arbitrou o valor do dano moral em 1% do preço de venda do veículo, devidamente corrigido, a ser pago ao primeiro adquirente de cada veículo, com juros de mora a partir da data do evento danoso, que corresponde à da aquisição. 



Homenagem a Roland Ratzenberger e Ayrton Senna.

Uma belíssima homenagem do site: http://www.pilotoons.com.br aos dois últimos pilotos que morreram em acidentes nas pisas de Fórmula 1, e nesse caso, no mesmo final de semana da trágica corrida de Imola de 1994, que realmente não deveria ter ocorrido.