18 de abril de 2015

Volkswagen Gol 2016.

Fonte: http://www.car.blog.br/

A Volkswagen do Brasil apresenta a linha 2016 do hatch compacto Gol, e entre as novidades estão mudanças no acabamento e adoção de detalhes cromados nas versões Comfortline e Highline do Gol, conferindo mais requinte e sofisticação ao modelo. O Gol passa a contar com retrorrefletores nos para-choques traseiros para todas as versões.

Gol Trendline: Versão de entrada para do Gol, está disponível nas carrocerias duas e quatro portas, tem opções de motores 1.0l Total Flex de até 76 cv ou 1.6l MSI de até 104 cv. Traz de série vidros dianteiros com acionamento elétrico, desembaçador, limpador e lavadortraseiro. 

Quando eu olhei as fotos até pensei que a VW estava disposta a retomar sua posição de liderança, mas começo a ler e vejo que me enganei, pois nessa altura do campeonato ainda me vem com essa versão sem direção hidráulica!

Comfortline: Em sua opção intermediária, Gol Comfortline (oferecido exclusivamente com carroceria de quatro portas) passa a trazer de série detalhes cromados na cabine, rodas de 15 polegadas, com pneus 195/55 R15 e calotas “Kalahari”, faróis e lanterna de neblina e alterações no visual: a grade dianteira é agora em preto brilhante com inserto cromado, e adiciona em relação à Trendline, direção hidráulica, rádio CD-Player com sistema Bluetooth e entradas SD Card, USB e auxiliar e I-System, ar quente, abertura elétrica do porta-malas, itens pintados na cor do veículo, como capas dos espelhos retrovisores, maçanetas das portas e frisos laterais, indicadores de direção (piscas) integrados nos espelhos retrovisores, defletor traseiro na cor do veículo, grade do radiador pintada em preto brilhante, coluna “B” externa com tape preto, faróis duplos com máscara negra, logotipo “Comfortline”, para-sois iluminados, alças no teto e três apoios de cabeça no banco traseiro.

Na versão Comfortline, o Gol pode ser equipado com o motor 1.0l Total Flex de até 76 cv ou com o 1.6l MSI de até 104 cv. Oferecem, ainda, a opção do câmbio automatizado I-Motion para a motorização 1.6l MSI.

Para essa versão fazer jus ao nome faltou o ar condicionado e vidros elétricos!

Highline

Nas configurações topo de linha, o Gol Highline (apenas na carroceria de quatro portas) é oferecido exclusivamente com motor 1.6l MSI de até 104 cv, traz nova grade dianteira em preto brilhante com inserto cromado, frisos cromados nos faróis e detalhes internos, aro da alavanca de câmbio, molduras das saídas de ar, botões de ventilação e maçaneta, entre outros, também cromados, garantindo mais requinte e sofisticação à família Gol. As rodas de liga leve de 15 polegadas “Gobi” têm pneus 195/55 R15. Os modelos saem de fábrica com todo o conteúdo da versão Comfortline, além de ar-condicionado, vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico, alarme Keyless e retrovisores com ajuste elétrico.

Além disso, oferece volante multifuncional revestido de couro (com controles do sistema de som e de telefonia), faróis e lanterna de neblina, regulagem de altura e distância do volante, sensores traseiros de estacionamento e sobretapetes com pinos de fixação no assoalho, do lado do motorista, evitando sua movimentação.

Entre os opcionais para a versão Highline do Gol estão o revestimento dos bancos de couro sintético “Native” e o kit “Tecnologia”, que conta com sensores de chuva e de luminosidade (crepuscular), controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático), sistema coming/leaving home e rodas de 16 polegadas “Torino”, com pneus 195/50 R16.

Gol Track e Rallye

O Gol oferece as versões aventureiras Rallye e Track, que têm em comum a maior altura em relação ao solo, comparados às demais versões do Gol. A elevação da suspensão facilita a transposição de obstáculos em estradas de terra e caminhos mal pavimentados. No total, são 28 mm a mais na suspensão do Gol Rallye e 23 mm na do Gol Track. Ambas as versões são oferecidas exclusivamente com carroceria de quatro portas. O Gol Track tem motor 1.0l TEC Total Flex de 76 cv (etanol), sempre combinado ao câmbio manual de cinco marchas. O Gol Rallye vem equipado com o novo motor 1.6l MSI de até 120 cv (etanol) e é oferecido com a opção de câmbio manual ou automatizado I-Motion – com a versão 2 de aplicação do software de gerenciamento eletrônico, que proporciona trocas de marcha ainda mais suaves e precisas. Em relação aos itens de série, o Gol Rallye oferece os mesmos equipamentos do Gol Highline, com o acréscimo das molduras nas caixas de rodas, interior escurecido, faróis auxiliares de dupla função (neblina e longo alcance) com aros cromados e rodas de liga leve de 16 polegadas com o design “Pikes”, com pintura preto brilhante e acabamento diamantado (opcionalmente, na cor prata escurecida) e pneus 195/50 R16. Para o Gol Track a lista de equipamentos inclui os mesmos itens da versão Trendline, além de direção hidráulica, abertura elétrica do porta-malas, faróis e lanterna de neblina, lanternas escurecidas, três apoios de cabeça no banco traseiro e defletor na tampa do porta-malas, entre outros itens. As rodas de aço de 14 polegadas, com calotas “Uyuni”, trazem pneus 175/70 R14.



Internior da versão Highline


16 de abril de 2015

T6, melhor JAC vendido no Brasil, até agora!

Fonte:  http://carplace.uol.com.br/ Por Daniel Messeder

Você já deve ter cansado de ouvir a história de que os chineses estão em processo de evolução e que em breve farão carros de padrão de qualidade equivalente aos coreanos e até aos japoneses. Na prática, porém, ainda não havíamos avaliado um chinês que não aparentasse ser um…chinês. Por isso, dirigir o novo JAC T6 foi uma agradável surpresa. Primeiro SUV da marca oferecido no Brasil, ele ainda tem como principal mote a relação custo-benefício: com preço a partir de R$ 69.990, tem porte de Hyundai ix35 a preço de EcoSport. Mas o que realmente chama a atenção é o salto evolutivo (e qualitativo) do modelo em relação aos outros carros da própria JAC.

O novo T6 se apresenta como uma opção de SUV médio (4,47 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,67 m de altura e 2,64 m de entre-eixos) embolado em meio aos pequenos, como EcoSport, Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008. Até mesmo o grandão Renault Duster fica tímido ao lado do T6, que por tamanho competiria com ix35 e Kia Sportage – modelos na faixa dos R$ 100 mil. Claro que a intenção da JAC não é disputar volume, afinal, o sistema de cotas de importação (sem pagar o Super IPI) limita e muito os planos da empresa, que almeja emplacar 3.600 unidades do T6 até o fim do ano. É cerca de 1% de todo o mercado de SUV’s no Brasil, que segundo o chefão da JAC, Sérgio Habib, deve fechar 2015 com 360 mil carros vendidos.

Em termos visuais, o T6 recorreu aos estúdios italianos para ser esculpido, mas suas formas gerais não encondem a semelhança com modelos já consagrados, como o “rival” ix35 na dianteira e o Audi Q3 na traseira. O resultado agrada e deve ser um dos argumentos de venda, apesar de faltar-lhe personalidade. É visível o maior esmero na montagem da carroceria, com gaps uniformes, e até a batida abafada das portas (que transmite qualidade) em relação aos demais carros da marca. Por dentro, o painel tem desenho moderno e, apesar de ainda recorrer ao plástico rígido, não apresenta rebarbas aparentes ou aspecto de componentes baratos. Botões e comandos internos estão mais agradáveis de tocar e ver, como por exemplo o quadro de instrumentos envolto por molduras do tipo copinho e com grafismo atraente. Melhora sensível também aparece na forração dos bancos: apesar de ser de tecido (e não couro), é bem costurada e sem partes “sobrando” no revestimento, como ainda é comum encontrar em carros chineses.

Tamanho é documento no caso do T6, e os passageiros percebem isso. Seja no banco do carona ou, especialmente no banco de trás, sobra espaço para as pernas, ombros e cabeça, de modo que quatro adultos e mais uma criança poderão viajar confortavelmente. Atrás, o SUV ainda tem o assoalho praticamente plano, o que amplia a área para os pés. O motorista também desfruta de boa acomodação, com banco confortável (embora justo) que ajusta em altura e o volante de três raios de boa pegada (aquele que parece o do Chevrolet Cruze). A direção só ajusta em altura, mas ao menos não despenca ao se liberar a trava de regulagem – ouviu, Duster? Comandos de ar-condicionado são os mesmos do J3, enquanto o pomo da alavanca de câmbio foi inspirado nos Ford. Já o porta-malas é um pouco raso, mas a largura do T6 garante boa capacidade: 610 litros.

Apresentado inicialmente com motor 2.0 turbo de 177 cv, o T6 chega ao mercado com um propulsor mais modesto: 2.0 16V flex aspirado, mas que ainda assim rende vistosos 160 cv e 20,6 kgfm de torque quando abastecido com etanol (além de dispensar o tanquinho de gasolina da partida a frio). O câmbio é sempre manual de cinco marchas, sendo a transmissão automática uma falta que a JAC espera resolver em 2016, dependendo das cotas – neste caso seria uma caixa CVT acoplada ao motor turbo. Da versão chinesa que andamos no período de testes do T6 no Brasil, também sentimos falta do controle de estabilidade, que engloba o assistente de partida em rampa – não oferecido nem como opcional.

Com o T6 a JAC entra num terreno mais delicado para conquistar o consumidor brasileiro, ainda um pouco reticente quanto aos carros chineses: uma coisa é o cliente apostar num hatch de R$ 40 mil; outra é num SUV de R$ 70 mil e sem câmbio automático, por mais que o modelo seja de uma geração infinitamente melhor que os primeiros “Made in China”. Apesar disso, a JAC espera que 90% das vendas do T6 se concentrem na versão topo de linha, que inclui uma completa central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque. Além dos tradicionais recursos como rádio, CD player, Bluetooth, câmera de ré e portas USB e HDMI, o aparelho fornecido pela Foxconn permite o espelhamento da tela do smartphone em seu display. No caso do sistema Android, você pode comandar as funcionalidades direto na tela da central, enquanto no iPhone é preciso mexer pelo aparelho.

Desde o modelo de entrada, de R$ 69.990, o pacote de itens de série inclui ar-condicionado, direção elétrica, rodas aro 17″, conjunto elétrico, sistema de som com Bluetooth, sensor de estacionamento, lanternas de LEDs e fixação Isofix para cadeirinhas de criança no banco traseiro. O pack 1 de opcionais adiciona barras longitudinais no teto, retrovisores na cor do carro e com rebatimento elétrico, frisos laterais e maçanetas cromadas, elevando o preço para R$ 71.990. O pack 2 inclui a central multimídia, chegando a R$ 75.670 de valor total. Como nos demais JAC, a garantia é de seis anos.

O T6 é o primeiro JAC de nova geração a chegar ao Brasil, e a diferença dele para os demais carros da marca é evidente. Isso cria um ambiente favorável não só para o modelo com também para as novidades que vêm por aí: a JAC lançará o jipinho T5, com tamanho do EcoSport e na faixa dos R$ 60 mil, ainda em dezembro deste ano; e em agosto de 2016 chega o hatch aventureiro T3, derivado do compacto que será fabricado no Brasil. Após o começo promissor no país (quem não se lembra do Faustão anunciando o J3?) e da “facada” do Super IPI para os importados (que derrubou as vendas da empresa), aos poucos a JAC vai voltando à briga.

Ficha Técnica: JAC T6
Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, 1.997 cm3, flex; Potência: 155/160 cv a 6.000 rpm; Torque: 20,0/20,6 kgfm a 3.5o0 rpm; Transmissão: manual de cinco marchas, tração dianteira; Suspensão: independente McPherson na dianteira e multilink na traseira; Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira com ABS e EBD, Rodas: liga-leve aro 17″ com pneus 225/60 R17; Peso em ordem de marcha: 1.460 kg; Capacidades: porta-malas 610 litros, tanque 60 litros; Dimensões:comprimento 4.475 mm, largura 1.840 mm, altura 1.670 mm, entre-eixos 2.645 mm



14 de abril de 2015

Nova barca chinesa da linha Rio-Niterói é um elefante branco

Fonte: http://riodejaneiro.ig.com.br/

Considerada um negócio da China, a Barca Pão de Açúcar completou um mês de operação no último sábado, contudo, a embarcação é gigante, demorada e corre o risco de ficar mais cara. Por esses motivos, em vez de festa e bons números para comemorar, a sensação é de que a gigante que vive parada na estação da Praça Araribóia está se transformando em um elefante branco. O sonho do governador Luiz Fernando Pezão era de que a travessia Rio-Niterói fosse realizada em 15 minutos. Porém, a promessa deu lugar a um pesadelo real que chega a 25 minutos.

Em um mês foram feitas 287 viagens (cerca de 14 por dia), com 174.723 passageiros. Isso dá, em média, 600 pessoas por viagem. Ou seja, se considerarmos as duas mil pessoas que ela pode transportar, a embarcação está funcionando com apenas 30% da sua capacidade.

Os problemas não param por aí. Segundo especialistas, o custo operacional da Pão de Açúcar chega a ser 50% maior que o dos catamarãs sociais (modelo para mil passageiros). Além de mais lenta e cara, ela é grande demais para entrar no estaleiro, que vai precisar de obras para acomodá-la. Como tudo que vai mal pode piorar, outras seis embarcações iguais foram encomendadas, num ‘negócio da China’ de R$ 300 milhões, pagos com dinheiro público.

Moradores de Niterói e usuários do serviço, os deputados Flavio Serafini (Psol) e Comte Bittencourt (PPS) buscam explicações. Desde que O DIA publicou que a concessionária levou prejuízo de R$ 110 milhões nos últimos anos, os dois procuraram a Agetransp e a Secretaria Estadual de Transporte.

Fontes informaram que o preço da tarifa básica indicado pela empresa seria de R$ 7,70 e passaria dos R$ 10, caso fossem feitos novos investimentos. O secretário de Transportes, Carlos Osorio, chegou a dizer que não sabia da negociação. “O presidente da Agetransp disse que a CCR pediu revisão de tarifa, sim”, afirmou Comte. Já Serafini garantiu que fontes ligadas a Osorio confirmaram os R$ 7,70.

A CCR Barcas afirma que o tempo de travessia da Pão de Açúcar é de 16 minutos. Mas não é o que acontece na prática. Especialista em mobilidade urbana, Fernando Mac Dowell explica que a questão não é a velocidade, mas o tempo de embarque e desembarque.

“São apenas cinco quilômetros de trajeto, mas tem o tempo de atracação. A barca não vai com velocidade estável o tempo todo. Tem ainda o limite de velocidade imposto pela Capitania dos Portos. Então, não adianta comprar uma embarcação mais veloz se o tempo para ela atracar é maior”, explicou, lembrando que indicou a compra de um modelo em que o embarque e desembar acontecia em apenas 1,25 minuto.

Outro especialista no assunto, o professor da Uerj, Alexandre Rojas, ressalta que primeiro o Governo Estadual comprou o carro para depois ver se ele cabia na garagem. “São duas mil pessoas entrando e saindo. Isso tinha que ter sido planejado, não adianta nada fazer o percurso rápido e depois gastar um tempão para atracar.

Em Nova Iorque, por exemplo, a entrada e saída de pessoas se dá em dois andares. Isso que dizer, numa conta simples, que eles levam a metade do tempo. Tem que descobrir quem fez este projeto aí. Nem pode dizer que foi o estagiário, porque qualquer estagiário faria melhor. Ninguém viu as limitações e características da barca e da Baía?”, indagou.

De acordo com a Agetransp, a demanda de passageiros nas barcas caiu 14,75% nos dois primeiros meses de 2015, na comparação com igual período de 2014. No total, foram 4,8 milhões de pessoas transportadas no ano passado, contra 4,1 milhões neste ano. Porém, a CCR Barcas informou em nota que “a demanda da travessia Rio-Niterói encontra-se estável no momento”.

A secretaria Estadual de Transportes afirmou que o tempo de viagem caiu 7 minutos em comparação com o catamarã social, saindo de 22 minutos para 15. O deputado Comte Bittencourt contesta. “Eles deixaram de informar o tempo de saída para contar o tempo de embarque. Aí é claro que vai diminuir. Eu sou usuário e levo mais de 20 minutos”, garante, lembrando que usou poucas vezes o novo equipamento que “está sempre parado em Niterói.” O colega de Alerj, Flávio Serafini feito o trajeto em 25 minutos.

Os dois parlamentares disseram que vão acionar o Ministério Público caso a CCR, a Agetransp e a Secretaria Municipal de Transportes não apresentem explicações sobre o custo da operação e detalhes do projeto das novas embarcações.

Sobre o tempo de viagem, o especialista em Mobilidade Urbana, Alexandre Rojas, diz que é possível fazer uma média, mas que existem variáveis como as condições do mar, o tráfego de outras embarcações e a quantidade de pessoas. “Diante do cenário, a média deve superar os 25 minutos”, concluiu.


10 de abril de 2015

Estado do Rio terá de indenizar donos de cadeiras cativas do Maracanã

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa do TJRJ

A 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio condenou o governo do estado e a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) a indenizar cinco donos de cadeiras perpétuas do Maracanã.  Cada um deles vai receber R$ 10 mil, por danos morais. Por causa dos eventos Fifa, eles foram impedidos de assistir ao amistoso Brasil e Inglaterra e aos jogos da Copa das Confederações de 2013.  

A decisão manda também o estado cumprir o Decreto nº 44.236/13, que estabeleceu os critérios para ressarcimento dos donos das cadeiras cativas pelo uso dos lugares pertencentes a eles.  Os autores da ação reclamam que, passados dois anos, até hoje eles não receberam o pagamento.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo, concluiu que o dano moral foi inegável.   Segundo o magistrado, o estado violou o acordo com os autores, que lhe foram úteis quando da construção do estádio, desfazendo a legítima expectativa de aqueles participarem de um dos maiores eventos já sediados pelo país.

Justiça determina bloqueio dos bens e quebra dos sigilos da deputada Benedita da Silva

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa do TJRJ

A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital, decidiu, em caráter liminar, pelo bloqueio dos bens e quebra dos sigilos bancário e fiscal da deputada federal Benedita da Silva, até que seja ressarcido o valor de R$ 32.094.569,03 referentes ao dano causado ao patrimônio público. A parlamentar responde por improbidade administrativa, por fraudes em convênios entre a Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR) e ONGs com o Ministério da Justiça, na época em que era secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público (MP).

“A citada providência de indisponibilizar bens dos réus possui natureza acautelatória, sobretudo quando se verifica que objetiva assegurar o ressarcimento aos cofres públicos de ocasionais danos causados pelo ato apontado como ímprobo”, afirma a magistrada em sua decisão.

Também são réus no processo o ex-subsecretário da pasta e secretário executivo dos programas sociais, Raymundo Sérgio Borges de Almeida Andrea; e o gestor e representante legal da FUNDAR, Paulo de F. Ribeiro. No último dia 24, a juíza já havia concedido liminar determinando a quebra do sigilo bancário de todos os réus entre os anos de 2007 e 2010. Foi determinada a análise de contas correntes, contas poupanças e faturas de cartão de crédito.

Segundo a denúncia do MP, as irregularidades foram detectadas na execução dos projetos sociais “Mulheres da Paz”, “Protejo” e “PEUS – Espaços Urbanos Seguros”, realizados entre 2008 e 2011, para os quais foram destinados R$ 32.094.569,03 para instrução e profissionalização de mulheres e jovens, além de melhorias urbanísticas em comunidades carentes. O valor teve origem por repasses de recursos federais do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), realizados por meio de oito convênios celebrados entre o Estado, através da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEASDH), e a União, através do Ministério da Justiça/Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). Outra parcela foi fruto de verbas estaduais aplicadas como contrapartidas àqueles repasses.

Dentre as irregularidades, a ação destaca: grave prejuízo ao patrimônio público estadual, execução financeira irregular, falta de controle sobre a prestação do serviço; precária prestação de contas; dispensa irregular de licitação e evidente direcionamento da contratação em favor da Fundação Darcy Ribeiro, subcontratação de ONGs para a execução do objeto, ligações pessoais e políticas das ONG’s com os gestores da SEASDH, além de objeto contratual genérico e ausência de justificativa adequada.

Processo - 0077777-34.2015.8.19.0001

9 de abril de 2015

STF considera ilegal pensão vitalícia a ex-governadores

Fonte: http://oglobo.globo.com/

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal a pensão vitalícia de ex-governadores e mandou suspender o pagamento do benefício no Pará. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, no julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra a aposentadoria de ex-governadores paraenses. Embora a determinação sirva especificamente para o estado, os ministros abriram caminho para acabar com o privilégio em todo o país, já que aguardam julgamento no tribunal outras ações discutindo essa norma.

A aposentadoria para os ex-administradores, prevista nas constituições estaduais, existe em 21 unidades da federação, de acordo com levantamento realizado pelo GLOBO em dezembro. O STF ainda vai julgar ainda ações contra o benefício em outros dez estados: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Rio de Janeiro, Paraíba, Rio Grande do Sul, Piauí, Sergipe e Paraná. Todas as ações são de autoria da OAB.

Dos oito ministros presentes, apenas um, Dias Toffoli, admitiu a continuidade do pagamento quando o ex-governador não tiver outra fonte de renda e comprovar insuficiência econômica. Os demais ministros suspenderam o benefício. Votaram dessa forma Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski.

A relatora, Cármen Lúcia, já tinha votado em fevereiro de 2011, quando começou o julgamento. Ela defendeu a suspensão do benefício por considerar uma ofensa à moralidade pública e também à isonomia – já que os demais trabalhadores precisam contribuir com a Previdência Social por muitos anos até conquistarem o direito à aposentadoria. Segundo ela, há um ex-governador do Pará que ficou no cargo por apenas uma semana e, mesmo assim teve a pensão vitalícia garantida.

Fux questionou o fato de a Constituição do Pará conceder o benefício vitalício nos moldes e valores da pensão paga aos desembargadores.

-Eles (desembargadores) só podem exercer isso e exercem isso por um longo prazo. O cargo no Executivo é de curto prazo - disse o ministro.

Zavascki e Lewandowski votaram contra a norma fixada na Constituição do Pará porque ela não trazia justificativa para o benefício. Eles ponderaram que a pensão poderia ser paga, desde que fosse devidamente justificada. Marco Aurélio também atacou apenas a forma como a regra foi editada. Para ele, a pensão vitalícia poderia existir se tivesse sido disciplinada por lei federal previdenciária.

-Não se pode acoimar de inconstitucional toda e qualquer norma que trate de pensão. A melhor solução no caso (do Pará) seria conceder a liminar para suspender a vigência do artigo sem prejuízo de o legislador ordinário produzir uma norma infraconstitucional concedendo o beneficio, desde que haja causa justificável - explicou Zavascki.

Toffoli argumentou que a pensão vitalícia a ex-governadores pode ser paga, desde que comprovada a insuficiência financeira da pessoa. Segundo ele, uma lei estadual deveria ser aprovada para fixar critérios de avaliação da situação do ex-governante.

Segundo levantamento feito pelo GLOBO em dezembro, seis ex-governadores do Pará recebem a pensão e terão o benefício cortado: Carlos Santos, Aurélio do Carmo, Alacid Nunes, Ana Júlia Carepa, Jarbas Passarinho e Simão Jatene. Por receber o subsídio como ex-governador (2003-2007), Simão Jatene abdicou do salário de governador quando reassumiu a gestão estadual. O ex-governador Jader Barbalho hoje é senador da República pelo Estado do Pará e, por isso, não recebe o subsídio atualmente. Também recebem pensão quatro viúvas de ex-governadores. O valor pago é de R$ 24.050.

O levantamento do GLOBO foi feito nas 27 unidades da federação e mostra que 157 ex-governadores e ex-primeiras-damas recebem aposentadorias especiais e pensões vitalícias que variam de R$ 10,5 mil a R$ 26,5 mil, o que significa um custo anual aos cofres estaduais de R$ 46,8 milhões. São 104 ex-governadores e 53 viúvas.

Justiça aplica guarda compartilhada para cão de ex-cônjuges.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Em separações de casais, é muito comum os filhos se transformarem em alvo de disputa. Desta vez, porém, o “herdeiro” envolvido na briga tem quatro patas, focinho amassado e atende pelo nome de Braddock. O cão da raça buldogue francês, de 1 ano e meio, ganhou notoriedade após protagonizar uma decisão incomum no estado. No final do mês passado, a juíza Gisele Silva Jardim, da 2ª Vara de Família do Rio, concedeu liminar a favor do advogado Bruno Gameiro, que conseguiu o direito de compartilhar a guarda do cachorro com a ex-mulher, como noticiou, na terça-feira, a coluna de Ancelmo Gois, no GLOBO.

Bruno conta que há um ano comprou Braddock para dar de presente à namorada. Dois meses depois, eles se casaram, mas em dezembro resolveram se separar. Como a ex-mulher ficou com o cachorro, Bruno diz que foi impedido de continuar vendo o animal.

— Senti vergonha de procurar a Justiça para conseguir ver o cachorro, já que o Judiciário brasileiro está atolado (de processos) — diz Bruno, enquanto faz um carinho na cabeça de Braddock — Pedi inúmeras vezes a minha ex-mulher para visitar o cão, mas as tentativas foram em vão. Fiquei quatro meses sem ver o Braddock. Agora, finalmente, obtive o que eu queria.

O advogado e sócio de Bruno, Ricardo Silveira, afirma que a ideia inicial era que a dona liberasse o cachorro apenas em alguns dias da semana. Para convencer a juíza, Silveira mostrou fotos publicadas por Bruno em redes sociais como prova de que era bem próximo ao cão.

— Ele não via a hora de colocar a coleira no cachorro e descer para passear, do mesmo jeito que fazia quando estava casado — conta o advogado.

De acordo com a liminar, Braddock ficará duas semanas por mês com cada dono. No momento, Bruno está tomando providências para legalizar a separação. Procurada, a ex-mulher não quis comentar o caso e não deu autorização para seu nome ser divulgado. A advogada dela, Luciana Sacramento, disse que a decisão é uma liminar, e que haverá uma audiência com o juiz em maio, para que o casal faça um acordo definitivo.


Clínica diz que silicone em ossada é de jovem desaparecida há 12 anos.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

A Polícia Civil informou, nesta quinta-feira (9), que as próteses de silicone que estavam com a ossada enterrada em uma fossa de uma madeireira, em Campo Grande/MS, são de Marília Débora Caballero, desaparecida há 12 anos, em 2003, aos 22 anos.

A informação foi confirmada pela clínica Silimed, responsável pelo implante em 2003. 

O delegado do caso alegou que o namorado de Marília, que morava junto com ela é o principal suspeito do crime. A ossada foi encontrada em um fossa na casa do casal. Os ossos que estavam divididos em quatros sacos de ração foram encontrada no dia 28 de março no Bairro Taveirópolis.