26 de agosto de 2018

Chery Tiggo 2 automático.

A CAOA Chery lançou a versão automática do SUV compacto Tiggo 2, fabricado pela montadora em Jacareí (SP), com preço sugerido em agosto de R$69.990.

O Tiggo 2 Automático destaca alguns elementos de design, como os elementos do DRL em LED na dianteira e as maçanetas cromadas, já o modelo Look, de R$66.990 vem com rodas de alumínio em prata.

Há ainda DRL em LED, teto solar, controle de estabilidade e de tração, auxiliar de partida em tampa. A transmissão automática AISIN, a mesma usada no Toyota Etios Automático, de quatro marchas.

Em termos dimensionais, o Tiggo 2 é um SUV compacto, com 4,2 m de comprimento (9 cm a menos que o Honda HR-V), e 1,76 metros de altura. O porta-malas tem 420 litros (13 litros a menos que o HR-V), totalmente revestido em tecido e com boa acessibilidade.

O interior dessa versão topo do Tiggo 2 Automático traz revestimentos dos bancos totalmente em couro, volante multifuncional e aí o detalhe da manopla de transmissão automática AISIN de 4 marchas.

Ainda entre os itens de série, há dois airbags frontais, piloto automático, direção hidráulica, sensores de estacionamento traseiros, luzes de neblina traseira, ar condicionado com comando eletrônico, câmera traseira e central multimídia com tela de 8 polegadas e espelhamento de celulares Android Auto e Apple, além de computador de bordo, câmera traseira, e sensor de pressão nos pneus.

O Tiggo 2 Automático conta com 5 anos de garantia e tem o desempenho de 0 a 100 km/h fica em torno de 13 segundos, e o consumo em cidade é de 9,9 km/l de gasolina, e 11,9 km/l em estrada.

Os concorrentes do Tiggo 2 Automático são EcoSport SE 1.5 Automático, que custa R$ 84 mil, e o Duster 1.6 CVT, a R$ 80 mil. Ou seja, a versão topo do Tiggo 2 é R$ 15 mil mais barata que o EcoSport de acesso, e R$ 10 mil mais em conta que o Renault Duster 1.6 CVT.

Desde a chegada ao mercado dessa versão automática do Tiggo 2, as vendas do modelo estão em crescimento, tendo atingido 456 unidades em julho, e em agosto (até o dia 24) já tinha emplacado 472 unidades.

Fonte: https://www.car.blog.br

Caoa Chery Tiggo 2 Automático ACT
Caoa Chery Tiggo 2 Automático ACT
Caoa Chery Tiggo 2 Automático ACT
Caoa Chery Tiggo 2 Automático ACT
Caoa Chery Tiggo 2 Automático ACT

Nissan March e Versa e 2019 ganham uma nova central multimídia.

Nissan March e Versa e 2019 chegam às concessionárias com uma atualizada central multimídia, maior e com mais funções, como conexão com smartphones Android e iOS e loja de aplicativos para o sistema. 

Todas as versões de March e Versa ganham uma atualização para nova central multimídia, exceto o March 1.0 S, o mais básico da linha do hatch, que conta com um rádio. A nova central utiliza uma tela de de 6,75 polegadas, com compatibilidade, e além disso, o sistema Nissan Multi-App ganha uma loja de aplicativos chamada Multi-App Store, permitindo baixar apps de música, entretenimento e mais.

Os preços aumentaram, como é de praxe. Para a linha do March, o menor reajuste foi de R$500, na versão 1.0 SV manual, enquanto o maior foi para a versão de entrada 1.0 S manual, que ficou R$ 1.500 mais caro. No caso do Versa, a elevação dos preços fica entre R$500 e R$ 2.000. O sedã ainda perdeu duas versões, a 1.0 S e a topo de linha 1.6 Unique.

Tanto o Nissan March quanto o Versa seguem com a mesma motorização. Os modelos mais baratos usam o motor 1.0 12V de três cilindros, que gera 77 cv e 10 kgfm com etanol e sempre em combinação ao câmbio manual de 5 marchas. Já as versões mais caras adotam o 1.6 16V com quatro cilindros em linha, capaz de gerar 111 cv e 15,1 kgfm de torque, com a mesma caixa manual ou com a transmissão automática do tipo CVT.

Fonte: https://motor1.uol.com.br

Confira os preços da linha 2019 do Nissan March e Versa:
ModeloPreço atualPreço anteriorDiferença
March 1.0 S MT5R$ 46.490R$ 44.990+ R$ 1.500
March 1.0 SV MT5R$ 47.490R$ 46.490+ R$ 1.000
March 1.6 SV MT5R$ 52.490R$ 51.990+ R$ 500
March 1.6 SV CVTR$ 57.990R$ 56.990+ R$ 1.000
March 1.6 SL CVTR$ 62.990R$ 61.790+ R$ 1.200
ModeloPreço atualPreço anteriorDiferença
Versa 1.0 Conforto MT5R$ 50.490R$ 48.990+ R$ 1.500
Versa 1.6 S MT5R$ 55.040R$ 53.990+ R$ 1.050
Versa 1.6 SV MT5R$ 57.490R$ 56.990+ R$ 500
Versa 1.6 SV CVTR$ 62.490R$ 61.990+ R$ 500
Versa 1.6 SL MT5R$ 65.490R$ 63.990+ R$ 1.500
Versa 1.6 SL CVTR$ 69.990R$ 67.990+ R$ 2.000

Ford Fiesta manual está mais barato.

A Ford promoveu a redução nos preços cobrados em três versões de câmbio manual do compacto Fiesta no Brasil. 

A versão de entrada do modelo, SE 1.6 saiu de R$ 56.690 para R$ 54.690, ficando R$ 2 mil mais barata. Na sequência, o SE Style 1.6 teve preço oficial reduzido de R$ 59.590 para R$ 58.590 (desconto de R$ 1 mil), enquanto o valor do SEL 1.6 foi de R$ 61.090 para R$60.090. As demais versões, equipadas com câmbio automatizado, não sofreram reajustes.

Na versão SE, o Ford Fiesta vem com ar-condicionado, direção elétrica, trava, retrovisores e vidros dianteiros elétricos, central multimídia SYNC 1 com AppLink e Assistência de Emergência, sensor de estacionamento traseiro, farol de neblina, freios ABS, alarme volumétrico, e computador de bordo. A SE Style adiciona rodas de liga leve aro 16", grade dianteira, retrovisores e moldura do farol de neblina com acabamento em preto. Quando equipado com câmbio automatizado Powershift, o Fiesta SE Style ganha multimídia SYNC 3, controle de estabilidade e tração AdvanceTrac, assistente de partida em rampa, vidros elétricos traseiros e fechamento global de vidros na chave.  Seu motor é o 1.6 de 128 cv, com câmbio manual de 5 marchas.

Modelo intermediário, o SEL recebe ar-condicionado digital, mas reduz as rodas de liga leve para 15". O Fiesta Style EcoBoost é o único com o motor 1.0 turbo de 125 cv e sempre trabalha com a transmissão PowerShift, com a mesma lista de equipamentos que o Style 1.6. Em seguida, temos o Fiesta Titanium 1.6, adicionando rodas de liga leve de 16", faróis com iluminação diurna em LED e lanterna parcial em LED. Por fim, no topo da linha, está o Fiesta Titanium Plus 1.6, que ganha bancos de couro, airbags laterais, de cortina e de joelhos (7 no total), botão de partida Ford Power, acesso sem chave, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva e espelho retrovisor eletrocrômico. 

Fonte: https://motor1.uol.com.br

Versão
Preço
Preço anterior
Fiesta SE 1.6
R$ 54.690
R$ 56.690
Fiesta SE Style 1.6
R$ 58.590
R$ 59.590
Fiesta SE Plus 1.6 AT
R$ 62.390
R$ 62.390
Fiesta SEL 1.6 
R$ 60.090
R$ 61.090
Fiesta SEL 1.6 AT
R$ 65.390
R$ 65.390
Fiesta Ecoboost 1.0T Style AT 
R$ 69.790
R$ 69.790
Fiesta Titanium 1.6 AT
R$ 71.190
R$ 71.190
Fiesta Titanium Plus 1.6 AT
R$ 75.190
R$ 75.190

Ford Fiesta SEL 2018

24 de agosto de 2018

Estação Primeira de Mangueira 2019 - História para ninar gente grande!

A Estação Primeira de Mangueira divulgou a sinopse do seu enredo para o desfile do carnaval de 2019:

“História para ninar gente grande”, 

O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que pretende contar o lado não oficial de personagens e da História do Brasil.

Será o quarto desfile comandado por Leandro na verde e rosa, e ele explica que a proposta do enredo é questionar e mostrar uma nova versão de acontecimentos históricos, como o descobrimento, a independência e a abolição.

O carnavalesco sempre apresenta enredos autorais, e como grande destaque o campeonato conquistado no seu ano de estreia no Grupo Especial, com enredo sobre Maria Bethânia, em 2016. 

SINOPSE: "HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olhar possível para a história do Brasil. Uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”. Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos, o enredo que proponho é uma “outra versão”. Com um povo chegado a novelas, romances, mocinhos, bandidos, reis, descobridores e princesas, a história do Brasil foi transformada em uma espécie de partida de futebol na qual preferimos “torcer” para quem “ganhou”. Esquecemos, porém, que na torcida pelo vitorioso, os vencidos fomos nós.

Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis “dignos” de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma “princesa” e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo.

De forma geral, a predominância das versões históricas mais bem-sucedidas está associada à consagração de versões elitizadas, no geral, escrita pelos detentores do prestígio econômico, político, militar e educacional – valendo lembrar que o domínio da escrita durante período considerável foi quase que uma exclusividade das elites – e, por consequência natural, é esta a versão que determina no imaginário nacional a memória coletiva dos fatos.

Não à toa o termo “DESCOBRIMENTO” ainda é recorrente quando, na verdade, a chegada de Cabral às terras brasileiras representou o início de uma “CONQUISTA”. E, ao ser ensinado que foi “descoberto” e não “conquistado”, o senso coletivo da “nação” jamais foi capaz de se interessar ou dar o devido valor à cultura indígena, associando-a “a programas de gosto duvidoso” ou comportamentos inadequados vistos como “vergonhosos”.

Comemoramos 500 anos de Brasil sem refazermos as contas que apontam para os mais de 11.000 anos de ocupação amazônica, para os mais de 8.000 anos da cerâmica mais antiga do continente, ou ainda, sem olhar para a civilização marajoara datada do início da era Cristã. Somos brasileiros há cerca de 12.000 anos, mas insistimos em ter pouco mais de 500, crendo que o índio, derrotado em suas guerras, é o sinônimo de um país atrasado, refletindo o descaso com que é tratada a história e as questões indígenas do Brasil. Não fizeram de CUNHAMBEMBE – a liderança tupinambá responsável pela organização da resistência dos Tamoios – um monumento de bronze. Os índios CARIRIS que se organizaram em uma CONFEDERAÇÃO foram chamados de BÁRBAROS. Os nomes dos CABOCLOS que lutaram no DOIS DE JULHO foram esquecidos. Os Índios, no Brasil da narrativa histórica que é transmitida ainda hoje, deixaram como “legado” cinco ou seis lendas, a mandioca, o balanço da rede, o tal do “caju”, do “tatu” e a “peteca”.

Levando em conta apenas pouco mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas, e assim, entre o “quem ganhou e quem perdeu”, ficamos com quem “ganhou.” Índios, negros, mulatos e pobres não viraram estátua. Seus nomes não estão nas provas escolares. Não são opções para marcar “x” nas questões de múltiplas escolhas.

Deram vez a outros. Outros que, por certo, já caíram nas suas “provas”. Você aprendeu que os “BANDEIRANTES” – assassinos e saqueadores – eram os “bravos desbravadores que expandiram as fronteiras do território nacional”. DOM PEDRO, o primeiro, você “decorou” que era o “herói” da Independência, sem que as páginas dos livros contassem a “camaradagem” de um “negócio de família” tão bem traduzido pela frase do PAI do Imperador, que a ele orientou: “ponha a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça”. Convém esclarecer aqui que os “aventureiros” citados por DOM JOÃO éramos nós, brasileiros, e que a “independência” proclamada – ou programada – foi para evitar que tivéssemos aqui “aventureiros” como Bolivar ou San Martin, patriarcas bem-sucedidos das “independências” que não queriam por aqui.

Como “CABRAL”, o “ladrão”, que roubou o Brasil lá pelas bandas de mil e quinhentos, ou PEDRO I, que através de um acordo “mudou duas ou três coisas para que tudo ficasse da mesma forma”, tem também o Marechal, o DEODORO DA FONSECA, homem de convicções monarquistas – amigo pessoal do Imperador PEDRO II – autor da proclamação de uma República continuísta – sem participação popular – traduzida em golpe e que, na ausência de líderes, mandou “pintar” um retrato do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o TIRADENTES, na tentativa de produzir “um personagem pra chamar de seu”.

Se a República foi “golpe”, conclui-se que “golpe” no Brasil não é novidade. Nem é novidade que a natureza dos “golpes” ainda estejam mal contadas. A rodovia CASTELO BRANCO “corta” São Paulo com “nome de batismo” em homenagem ao primeiro general “do GOLPE DE 1964”. Para cruzar a Baía da Guanabara em direção a Niterói, lá está a ponte PRESIDENTE COSTA E SILVA, o mesmo que fechou o Congresso Nacional e aditou o AI-5 suspendendo todas as liberdades democráticas e direitos constitucionais. Em Sergipe, em dias de jogos, a bola rola no estádio PRESIDENTE MÉDICI, o general dos “ANOS DE CHUMBO”, do uso sistemático da tortura e dos violentos assassinatos. Nas ruas – por terem lido um livro que “ninou” e não “ensinou” falando da suspensão dos direitos humanos, da corrupção e dos assassinatos cometidos no período – aparecem faixas para pedir “intervenção militar”, décadas depois da redemocratização.

Sem saber quem somos, vamos a “toque de gado” esperando “alguém pra fazer a história no nosso lugar”, quiçá uma “princesa”, como a ISABEL, a redentora, que levou a “glória” de colocar fim ao mais tardio término de escravidão das Américas. Nunca esperaremos ser salvos pelos tipos populares que não foram para os livros. Se “heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referências, fulcros de identificação” a construção de uma narrativa histórica elitista e eurocêntrica jamais concederia a líderes populares negros uma participação definitiva na abolição oficial. Bem mais “exemplar” a princesa conceder a liberdade do que incluir nos livros escolares o nome de uma “realeza” na qual ZUMBI, DANDARA, LUIZA MAHIN, MARIA FELIPA assumissem seu real papel na história da liberdade no Brasil.

O fato é que a atuação de “gente comum”, ou mesmo a incansável luta negra organizada em quilombos, em fugas, no esforço pessoal ou coletivo na compra de alforrias e em revoltas ou conspirações, já enfraqueciam o sistema escravocrata àquela altura. Entretanto, ensinar na escola o nome de “CHICO DA MATILDE”, jangadeiro, mulato pobre do Ceará (líder da greve que colocou fim ao embarque de escravos no estado nordestino, levando-o à abolição da escravatura quatro anos antes da princesa ganhar sua “fama” abolicionista) não serviria à manutenção da premissa de que as conquistas sociais resultam de concessões vindas “do alto” e não das lutas. A história de CHICO DA MATILDE era inspiradora demais para o povo. Não à toa, seu nome não está nos livros.

Esses nomes não serviram para eles. Para nós, eles servem. Para nós, sentinelas dos “ais” do Brasil, heróis de lutas sem glórias ainda deixados “de tanga” ou preso aos “grilhões”, eles são as ideias que usaremos para “gestar” o que virá. “Engravidados” de novas ideias, jorrará leite novo para “amamentar” os guris que virão. Sabendo outra versão de quem é o Brasil, – não a que nos “ninou” para quando fôssemos adultos – sabendo que CABRAL “invadiu” e que, ao invés de quinhentos e dezenove anos, somos brasileiros há quase doze mil anos. 

Conhecendo CUNHAMBEBE, a CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS, cientes da participação dos CABOCLOS na luta do 02 DE JULHO NA BAHIA, e sabendo que os índios lutaram e resistiram por mais de meio século de dominação, talvez se orgulhem da porção de sangue que faz de TODOS NÓS, sem exceção, índios. Sabendo que a “bondosa” princesa Isabel deu vez a “Chico da Matilde”, “Luiza Mahin” e “Maria Felipa”, é possível que reconheçam em si a bravura que vive à espreita da hora de despertar e aí, talvez, o “gigante desperte sem ser para se distrair com a TV”.


Cientes de que nossa história é de luta, teremos orgulho do Brasil. Alimentados de leite novo e bom, varreremos de nossos “porões” o complexo de “vira-latas” que fomenta nossa crença de inferioridade. Veremos tanta beleza na escultura de ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA quanto no quadro que eterniza o sorriso da Monalisa. Nos orgulharemos do “tupi” que falamos – mesmo sem saber. Daremos mais cartaz ao saci do que à “bruxa”. Brincaremos mais de BUMBA MEU BOI, CIRANDA E REISADO. Nossas crianças enxergarão tanta coragem no CANGACEIRO quanto no “cowboy”. Vibraremos quando SUASSUNA estrear em “ROLIÚDE” sem tradução para o SOTAQUE de João Grilo e Chicó. Não estranharemos caso o Mickey suba a ESTAÇÃO PRIMEIRA, troque “my love” por “minha nêga” e mande pintar o “parquinho” da Disney com o VERDE E O ROSA DA MANGUEIRA.".

Logo do enredo da Mangueira para o carnaval de 2019 (Foto: Reprodução/Estação Primeira de Mangueira)

Fonte: https://g1.globo.com

São Clemente levará para a Sapucaí a reedição de 'E o samba sambou' de 1990.

A São Clemente assume novamente sua marca registrada ao escolher um tema crítico para o próximo ano. A agremiação reeditará na Sapucaí o seu desfiles mais memorável: 

"E o samba sambou"

A Escola de Samba de Botafogo oficializou o tema para o próximo Carnaval. Um vídeo com a presença do presidente Renato Almeida Gomes, o carnavalesco Jorge Silveira e o compositor Helinho 107 anunciou o enredo da escola da Zona Sul e foi encerrado com a dupla de intérpretes Leozinho Nunes e Bruno Ribas cantando pela primeira vez a obra para o próximo Carnaval.

O enredo desenvolvido por Carlinhos D'Andrade, Roberto Costa e César Azevedo em 1990 ganhará moldes atuais com a visão do carnavalesco Jorge Silveira. Para o presidente Renato Almeida Gomes, a ideia é justamente mostrar a diferença do Carnaval atual para os famosos desfiles do passado e valorizar o samba como cultura.

"É uma valorização ao Carnaval. Não queremos falar de política como tem acontecido, nossa crítica é em prol do sambista de verdade. É um resgate ao DNA da São Clemente, ao que ela construiu em toda sua história. Perdi a conta das vezes que me deparei com um amigo sambista falando que sente falta do Carnaval como festa. Sabemos do momento que nossa festa vive, no espetáculo que se transformou, mas sabemos também da importância de sempre valorizar sua essência. Em 2019, o objetivo da São Clemente é fazer um desfile que relembre e valorize o Carnaval do Povo, feito por ele e pra ele", disse o presidente.

Em seu segundo ano na Preta e Amarela, Jorge Silveira terá o desafio de repaginar o desfile que deu à São Clemente sua melhor colocação na história: o sexto lugar no Grupo Especial. Com a reedição, o aclamado samba de Chocolate, Helinho 107, Mais Velho e Nino voltará à Sapucaí após 29 anos.

Confira a sinopse do enredo:

"E o Samba Sambou.

No jogo do amor e do samba não tem regras: ou se tem, depende. Cartas na mesa, mesa virada. E o amor ao samba? Ah, camarada... Tudo tem seu preço e seu apreço. Quem tem padrinho não morre pagão! O brado retumbante de 90 ecoou com tanta força que se fez profecia: E o Samba Sambou...

Da mesma forma que disse em 90, não sou dono da verdade. Também cometi meus pecados. A mesa virada tem lá minha digital. Assumida. Mas peixe pequeno frita mais rápido que peixe graúdo. Tá dado meu recado. Porém, jocoso que sou, faço piada de mim mesmo. Aliás, tenho isso correndo nas veias: meu DNA foi construído apontando o dedo em riste e sambando na cara da sociedade. Meu histórico me credencia. Basta olhar meu manancial.

Esse de 90 tem um molho especial. Nunca antes na história dessa república se fez tão necessário reviver esse discurso. O planeta samba virou de ponta cabeça, inverteu a ordem, subverteu a lógica. Infelizmente, tudo que foi dito, de fato aconteceu (quiçá piorou!). E não tem jeito, tá na minha raiz primeira. No meio desse turbilhão, eu não podia faltar ao enfrentamento. Já que o recado não foi ouvido da outra vez, vamos novamente ser “fieis” à nossa conduta e largar o chumbo grosso!

Luz, câmera, negociação: tá no ar mais um espetáculo na tela. É fantástico! O sambista dá lugar a vedete da internet, que usa o GRES para ser manchete. Uma aparelhagem tecnológica digna de cinema ganha mais importância que o gingado generoso da mulata. Não tem jeito: virou Hollywood isso aqui. Mil artistas de verdade, que riscam o chão com sua herança, tem menos espaço na lente da câmera que atriz/apresentadora/promoter. Que sacanagem...

Já começa errado quando a autoridade não reconhece que no carnaval quem manda é Momo! Não entregar a chave a Sua Majestade é um pecado mortal pros súditos da folia. Na pista, ganha o interesse: nossos símbolos culturais são substituídos pelo estrangeirismo barato. E como tem gringo no samba! Camarada, você não imagina o poder de uma credencial: é tanto aspone na avenida que parece que tem duas escolas desfilando ao mesmo tempo. No ritmo do samba moderno, uma correria contra o relógio; um verdadeiro “coopersamba”! E o povão...? É, esse ficou de fora da jogada. Nem lugar na arquibancada ele tem mais pra ficar. A grana entope os camarotes de sertanejo, música eletrônica e de todo tipo de som, menos o próprio dono da festa: o samba. Que mico minha gente... Olha o que o dinheiro faz!

E por falar na grana, hoje a rainha paga pra sambar. Um verdadeiro dote de privilégios. Cadê as meninas da comunidade riscando o asfalto? Tudo tem seu preço e seu apreço camarada... elas fazem tudo para aparecer na tela da TV, no meio desse povo! E a mídia “toda poderosa” controla tudo a seu bel prazer. Até mesmo a opinião pode ser comprada! Como não? Até o samba é dirigido com sabor comercial. Tem que ser registrado, carimbado, protocolado no escritório: uma verdadeira exportadora de “bois-com-abóbora”.

E o samba vai se vendendo às vaidades, sendo usado como plataforma pra fulano, beltrano e quem mais quiser seus 15 minutos de fama. Que covardia... Carnavalescos e destaques vaidosos transformam a Sapucaí num verdadeiro ringue aos seus insaciáveis egos. E o samba vai perdendo a tradição...

Mas eu sempre avisei. Eu sempre falei. E você sabe disso: o boi voou e denunciou a roubalheira, a galhofa, a bandalheira. Era profecia de uma chacota nacional. Eu, pequenino, quase rodei esse ano, triste feito um cão sem dono. Mas como “quem casa quer casa”, tô apaixonado pelo lugar que conquistei. “Não adianta jogar água malandragem”, “eu mato a saúva antes dela me matar”.

Temos que cuidar do samba. Segurar essa mesa no lugar. Caso contrário, nem povão na arquibancada vamos ter mais pra nos aguardar, afinal “Quem avisa amigo é”.

Temos que segurar firme essa onda. Pelo amor que temos ao samba, vamos preservar esse “antigo reduto de bambas”, para que as gerações futuras possam ainda curtir o verdadeiro samba."

São Clemente irá reeditar enredo e samba de 1990

Fonte: https://odia.ig.com.br

TJ do Rio rejeita tese de usucapião em disputa de imóvel entre herdeiros.

Um herdeiro somente pode adquirir a propriedade do imóvel comum através de usucapião se provar que vem exercendo a posse com exclusividade, pelo tempo estipulado em lei e, principalmente, como se dono fosse. Com esse entendimento, a 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, seguindo voto do desembargador Luiz Henrique Oliveira Marques, negou provimento a recurso de um morador de Copacabana que pretendia o reconhecimento da aquisição por usucapião de um apartamento herdado também por dois sobrinhos.

Segundo o voto do desembargador relator, ficou incontroverso nos autos que o imóvel foi herdado pelo réu, juntamente com sua irmã e seu cunhado - já falecidos - e que são também pais dos autores da ação.

“Em se tratando de usucapião de coisa comum, a utilização exclusiva da coisa por um dos proprietários costuma ocorrer por força de circunstâncias peculiares que envolvem as partes, como na hipótese em apreço, na qual o réu já era ocupante do imóvel na companhia de outras pessoas, todos envolvidos por relação de parentesco com os autores da ação, de forma que, a menos que o possuidor demonstre, com robustez, a existência de animus domini sobre a parte comum da coisa usucapienda, do que não cuidou o réu no caso em apreço, deve-se concluir pela ausência deste requisito, presumindo-se o exercício da posse mediante consentimento dos co-proprietários, por simples tolerância, que não pode representar posse exclusiva sem resistência”, escreveu o desembargador.

O colegiado confirmou a determinação da primeira instância para que o tio pague a quantia de R$ 1.750,00, a título de aluguel para os sobrinhos, a partir da propositura da ação, e também de que o imóvel seja vendido em leilão, dividindo-se o valor da arrematação na proporção de 50% para os autores e 50% para o réu. Mas reformou a parte que determinava o rateio da taxa de condomínio entres as partes.

“No que toca à condenação dos autores ao pagamento da taxa condominial, merece reparo a sentença, uma vez que o bem em condomínio foi e continua sendo utilizado exclusivamente por um dos condôminos, em detrimento dos demais, sendo certo que tal despesa deve ser suportada exclusivamente por aquele que ocupa o bem e se beneficia do mesmo”, destacou em seu voto o desembargador Luiz Henrique Oliveira Marques.

Processo 0263816-42.2015.8.19.0001

Fonte: http://www.tjrj.jus.br

Consumidor é condenado por comentários ofensivos contra posto de gasolina nas redes sociais.

Os desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio mantiveram decisão de primeira instância e condenaram o consumidor insatisfeito Aroldo (...) a pagar uma indenização de R$10.000,00, por danos morais, ao responsável pelo Posto Estação de Teresópolis Serviços LTDA. 

No processo, segundo o Posto de combustíveis, no dia 07/06/2017 o réu teria inciado uma campanha difamatória contra o autor, divulgando em mídias sociais (Facebook e Whatsapp) notícia inverídica de que o abastecimento de combustível em bomba utilizada no estabelecimento estaria abastecendo volume menor do que o indicado na bomba, gerando prejuízo ao consumidor. Diante da violação do bom nome da empresa, pleiteia indenização por dano moral na ordem de R$30.000,00. 

Em seu voto, o desembargador Luiz Roldão de Freitas Gomes Filho, relator do recurso de apelação, destacou que o limite ao direito à livre manifestação de pensamento é justamente o direito individual à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem. De acordo com o magistrado, quando depreciadas ou desvalorizadas por publicações inadequadas, sofrem violação contra a qual a própria Constituição assegura indenização por dano moral, mantendo a condenação.

“O excesso de linguagem em publicações nas redes sociais pode desbordar da mera exposição do pensamento individual para a ofensa à honra objetiva ou subjetiva, configurando o ilícito passível de indenização”, escreveu o relator.

Apelação Cível nº 0007479-60.2017.8.19.0061

Fonte:  http://www.tjrj.jus.br

Facebook poderá ter que pagar R$100 mil por postagens ofensivas contra Marielle Franco.

Em processo movido contra o Facebook pela irmã e pela companheira da finada vereadora Marielle Franco, a 25ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio fixou em R$ 100 mil a multa ao Facebook, caso venha a descumprir a determinação de retirar da Internet as publicações com ofensas à ex-vereadora. Os desembargadores acompanharam o voto do relator, o desembargador Luiz Fernando de Andrade Pinto.

Na primeira instância, a 15ª Vara Cível determinara a retirada das ofensas postadas logo após o assassinato da vereadora e também as futuras.  Em um elenco de sete exigências, estabeleceu ainda que a rede social mantivesse o monitoramento para evitar novas divulgações ofensivas.

O Facebook recorreu da decisão, alegando impossibilidade de cumprir todas as exigências. Justificou não poder monitorar as publicações, sem que as autoras da ação informassem os endereços dos sites ofensivos. Considerou também não ter arbítrio para fazer juízo de valor acerca de cada publicação.

Em seu voto, o magistrado suspendeu todas as exigências anteriores aceitas pelo juízo de primeira instância e revogou a decisão que determinava o monitoramento e a retirada das futuras postagens. Também invalidou a penalidade de suspensão do site Facebook.

Agravo: 001933306.2018.819.0000

Fonte: http://www.tjrj.jus.br

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