22 de março de 2011

Mais uma demonstração do imperialismo e da ganância Norte Americana

Fontes parciais: http://www.g1.com.br/ e http://www.r7.com/

O absurdo ataque de aliados ocidentais e árabes contra a Líbia, alguns teimam em dizer "contra o regime de Gaddafi", avançaram pela terceira noite. Aviões de guerra e mísseis bombardearam partes do país na madrugada desta terça-feira (22).

Comandada pelos Estados Unidos, as forças de coalizão têm a participação também de militares do Reino Unido, França, Canadá, Itália, Catar e Bélgica. Segundo as Nações Unidas, o objetivo das ações é criar uma zona de exclusão aérea que impeça que as forças leais ao coronel Kadhafi, no poder desde 1969, ameacem civis.

Em que se pesa a continuidade dos ataques, a coalizão está sob fortes críticas e com seus integrantes divididos.

Na última semana o Conselho de Segurança da ONU autorizou a criação de uma área de exclusão aérea e deu luz verde aos ataques, a coalizão está sob críticas de aliados ocidentais como o Brasil e a Alemanha. Outros países, como a Itália, querem a Otan (aliança militar do Ocidente) no comando das operações e não os Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que seu país poderá retomar o controle das bases aéreas da Sicília, cedidas à operação dos países aliados contra a Líbia, se a Otan não definir uma estrutura de coordenação para a missão.

Durante sua visita ao Chile, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também mostrou que não quer estar no front da Líbia. Ele disse que o comando da operação não será americano, embora tenha garantido total apoio.


Entenda o que é uma área de exclusão aérea

A crise líbia levantou nos últimos dias a questão sobre a comunidade internacional estabelecer uma área de exclusão aérea na Líbia. A ação pode minar o grande trunfo das forças leais ao ditador que controla o país há mais de 40 anos, Muammar Gaddafi, mas o que ela estabelece realmente?

Toda determinação deste gênero tem suas especificidades e elas seriam descritas em uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). O órgão já tomou a decisão em outras situações, notadamente na Guerra dos Bálcãs, em 1993, e no Iraque, para impedir que o ditador Saddam Hussein bombardeasse com armas químicas a população civil curda, de 1991 a 2003.

Uma zona de exclusão aérea determina um espaço no qual aviões militares – ou mesmo civis – ficam impedidos de circular. Ela pode ser adotada para evitar um massacre, mas também por questões de segurança. Um país pode determinar que um trecho de seu espaço aéreo fique “fechado”.

Como exemplos do último caso temos a área no entorno do Centro de Pesquisas Nucleares de Neguev, em Israel, por exemplo, que é restrita por questões de segurança. Trechos dos parques Disney nos EUA também são espaços fechados. Aliás, os americanos costumam adotar a regra para diversas instalações militares no país.

Na Líbia, o fechamento do espaço aéreo deve incluir ao menos as maiores bases de Aeronáutica, que ficam ao redor de Trípoli, e nas localidades de Ghadamis e Shaba.

Portanto, é flagrante que a operação que vem sendo realizada pela dita coalizão extrapola, e em muito, a garantia da área de exclusão aérea que foi determinada pela ONU, pois os caças e navios aliados somente deveriam bombardear o que e quem desrespeitasse a zona de exclusão e não ficar bombardeando várias áreas do país, o que vai gerar tamanho dano e falta de segurança após o fim da revolta, mesmo que outro governo assuma o comando do país, pois as forças armadas local está sendo aniquilada, o que demonstra uma verdadeira interferência externa e exarcebada em um conflito interno daquela nação.

Resumidamente, o que desejam os países que participam do ataque, muitos "a mando dos americanos", e em especial o próprio Estados Unidos, é que a revolução acabe, desde que com a saída de Kadhafi do poder, e que posteriormente, o novo governo fique a mercê dos caprichos e das necessidades americanas, principalmente em relação ao petróleo.


Um avião de caça F-15 Eagle dos Estados Unidos caiu durante uma missão no leste da Líbia na noite desta segunda-feira (21):

De acordo com o diário britânico, a aeronave aparentemente teve um problema mecânico. O piloto, segundo as primeiras informações, foi resgatado por rebeldes que lutam contra o regime do ditador Muammar Gaddafi.

Ainda não está claro qual foi o local exato do acidente. Um porta-voz das Forças Armadas dos Estados Unidos informou apenas que um caça F-15 tinha caído na região dominada pelos rebeldes, amigáveis às forças da coalizão que bombardeiam alvos de Gaddafi.

- Um membro da tripulação foi resgatado e outro está em processo de resgate.

O McDonnell Douglas F-15 Eagle é um dos caças mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. Pode executar missões de bombardeio e combate ar-ar e tem um dos menores históricos de baixas de toda a aviação militar. Desde 1974, apenas três F-15 foram abatidos em combate, de acordo com registros oficiais.



O Governo brasileiro pede 'cessar-fogo' no mais 'breve prazo' na Líbia:

O governo brasileiro divulgou nota no começo da noite desta segunda-feira (21) pedindo um "cessar-fogo no mais breve prazo possível". Na nota, divulgada pelo Itamaraty, o Brasil lamenta as mortes ocorridas no país devido ao conflito.

“Ao lamentar a perda de vidas decorrente do conflito no país, o governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção da população civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo”, diz a nota.

O Conselho Nacional Líbio, que reúne os rebeldes, estima que pelo menos 8 mil pessoas já tenham morrido nas batalhas.

O governo brasileiro pede que sejam respeitado os direitos humanos. “O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos.”

Por meio da nota, o governo brasileiro também reafirmou o apoio aos esforços do enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Líbia, Abdelilah Al Khatib, e do Comitê ad hoc de Alto Nível estabelecido pela União Africana "na busca de solução negociada e duradoura para a crise".

No sábado, durante a visita a Brasília, o presidente dos Estados Unidos a Brasília, Barack Obama, autorizou uma operação militar limitada na Líbia, sem o uso de soldados em solo.

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia a presidente Dilma defendeu de forma enfática a busca de soluções diplomáticas para os conflitos na Líbia durante reunião com Obama, no Palácio do Planalto.

“A presidente, no final da conversa [com Obama], fez uma declaração muito enfática em favor da paz e da solução diplomática dos conflitos”, disse o assessor.

Particularmente fico muito feliz com a posição adotada pela Presidente Dilma, pois como já dito acima, o bombardeio que vem sendo feito é um verdadeiro absurdo, além disto, não podemos impor aos outros o nosso conceito de democracia, pois cada nação deve resolver internamente seu regime e o sistema de governo.

Nenhum comentário: