28 de setembro de 2012

Mercedes contrata Lewis Hamilton por três temporadas

Fonte: www.grandepremio.com.br

O inglês Lewis Hamilton, de 27 anos, resolveu mesmo mudar de ares, e partir de 2013 vai defender os prateados da Mercedes-Benz, pois as partes fecharam um acordo de três temporadas. 

Lewis terá como companheiro de equipe o alemão Nico Rosberg. 


A escolha de Hamilton significa também que Michael Schumacher pode ter de deixar a F1 pela segunda vez na carreira, ainda que alguns rumores o coloquem na Sauber. A Mercedes não se pronunciou sobre o destino do heptacampeão. 



Segundo informações da imprensa inglesa, o acordo entre o britânico e a esquadra germânica gira em torno de £ 60 milhões (algo acima de R$ 200 mi) pelos três anos de contrato. As especulações sobre a saída de Hamilton do time comandado por Martin Whitmarsh começaram no início de setembro, pouco antes do GP da Itália, quando Eddie Jordan, ex-proprietário de equipe na F1 e hoje comentarista de TV, cravou a transferência do inglês.



De lá pra cá, Lewis se fechou e disse que não faria comentário algum sobre seu futuro. Pelos lados da McLaren, o discurso era de confiança na permanência do piloto. As especulações ainda davam conta de que a equipe de Woking, inclusive, havia ampliado a oferta financeira a Hamilton, na tentativa de convencê-lo a ficar. Entretanto, parece que a investida do time não foi suficiente.

No comunicado da Mercedes, Hamilton afirmou que era hora de um "novo desafio". O inglês estava na McLaren desde sua estreia na F1, em 2007, e foi pela equipe inglesa que conquistou seu único título mundial, um ano depois.

"Agora é hora de assumir um novo desafio e estou muito animado para começar um novo capitulo na minha carreira na F1 com a equipe Mercedes", afirmou o piloto de 27 anos. "A Mercedes possui uma história incrível no automobilismo, juntamente com a paixão de vencer, que é algo que eu compartilho também. Juntos, podemos crescer e enfrentar esse novo desafio. Acredito que posso ajudar as Flechas de Prata a alcançar o topo e conquistar um campeonato mundial", completou.

Ross Brawn, chefe da equipe alemã, se disse contente com o acordo do piloto e afirmou que a contratação do inglês apenas confirma o comprometimento da equipe com a F1. "Estou muito contente em receber Lewis Hamilton em nossa equipe", disse o inglês.

"A chegada de um piloto com o calibre de Lewis é uma prova do quanto a Mercedes está comprometida com a F1. Além disso, me orgulho de ver que Lewis também compartilha da nossa visão e da nossa ambição com relação ao sucesso das Flechas de Pratas. Acho que a combinação entre Lewis e Nico será emocionante e estou ansioso para ver isso", concluiu o engenheiro britânico.




26 de setembro de 2012

JESUS E MAOMÉ


Autor: Guilherme V M de Lima Câmara - Academia de Letras da GLMERJ - Cadeira 45

"Recentemente o filmete amador americano “Inocência dos muçulmanos”,   fez referências ofensivas ao Profeta Maomé provocando a justificada ira dos seus seguidores, o que gerou revides violentos contra os Estados Unidos e tudo a eles vinculado: comércio, indústria e parceiros comerciais ou políticos. E, não bastasse por si só, a irreverência demonstrada foi complementada por caricaturas do Profeta publicadas por uma revista francesa.

Por formação religiosa e filosófica, somos espírita e maçom, não concordamos com o revide violento sem, contudo, condenar a atitude dos muçulmanos face a sua visão pessoal do problema, seus hábitos de vida e sua história de lutas.

Apesar dos autores, e defensores, da matéria ofensiva alegarem   “liberdade de expressão”, mister se impõe a que haja limites em nome do bom senso e do respeito  às crenças individuais e aos líderes espirituais,  para uma perfeita convivência entre todos. 

Ainda agora, no jornal O Globo deste domingo 23 de setembro,  início de primavera, nos deparamos com uma matéria  classificada como “humor”, assinada com o pseudônimo de Agamenon, cujo título é “Milagre: Jesus era casado”; e qual não foi nossa surpresa ao vermo-nos diante de  um texto altamente ofensivo, sacrílego mesmo, tamanhas as ofensas assacadas contra a religião cristã na pessoa de seu líder Jesus.

Para que tenham uma ideia  da brutalidade do texto e da grosseria das palavras, há frases como: “...uma espécie de certidão de casamento expedida num cartório da Gonorréia, quer dizer, da Galileia; ‘...Pobre Jesus! Teve que carregar duas cruzes: uma pela Via Dolorosa em Jerusalém e a outra em casa, aturando Maria Madalena, a sua patroa ‘; ‘ ...acreditava que a mãe era virgem, e sua “idishe mame” dizia para todo mundo que  a mulher dele era uma piranha’; ‘A vida sexual do casal também devia ser animada,  mesmo porque Jesus sabia como ressuscitar um morto muito antes do advento do Viagra”, e por aí vai, desnecessário sendo transcrever mais alguma ofensa.

Não há como classificar tal ignomínia e custa crer que o jornal O Globo, em  nome da “liberdade de expressão”, permita tal tipo de publicação em suas páginas, já que se reveste sempre com a aura de seriedade e respeito aos povos e às crenças espalhadas pelo mundo.

Há que ter uma reação  que sirva de alerta e de “já basta” !

Deve a sociedade brasileira, pelo seu mais lídimo representante: o povo, reagir contra mais essa iniquidade, seja boicotando a compra do jornal, seja protestando por todos os meios de comunicação, seja exigindo das autoridades da Igreja uma posição de dura advertência e censura às ofensas assacadas. Não é salutar a censura oficial; todavia, entre os editores de periódicos deve prevalecer sempre o bom senso na publicação das matérias.

Vivêssemos nós num país do Oriente e certamente, já no mesmo dia, teria havido a cobrança necessária a por termo às ofensas. Esperamos, pois, que esse episódio não passe em branco, não fique esquecido, para que tais fatos não se repitam e sejam sempre respeitados os líderes religiosos de todos os tempos: Maomé, Jesus, Moisés, Budha e tantos outros avatares que vieram ao mundo para, através da religião, tornar melhores os seres encarnados no planeta Terra, unindo-os em fraternal convivência.

E sob o lema maior de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, herdado da Segunda República de França, unamo-nos todos em prol  de um mundo melhor.".

25 de setembro de 2012

na Stock Barrichello escolhe número 17, e homenageia Ingo Hoffmann!


Rubens Barrichello mais uma vez vai homenagear Ingo Hoffmann. Depois de disputar a sua última corrida pela Honda, o GP do Brasil de 2008, ano em que correu a temporada com o numero 17, com um capacete com a pintura usada pelo megacampeão da Stock Car, o ex-piloto da F1 anunciou nesta terça-feira (29) que vai estrear na principal categoria do automobilismo brasileiro com o número 17, o mesmo do ‘Alemão’ enquanto competia.
O piloto explicou que a escolha do número é mais uma forma de homenagear Hoffmann, afinal, os dois se conhecem desde que Rubens era uma criança e frequentava a garagem da equipe de Ingo na Stock Car. “Minha vida começou com o primeiro capacete dado pelo Ingo”, disse o piloto, se lembrando de um presente do veterano ainda naquela época.
Barrichello revelou, ainda, que sondou a possibilidade de correr com o número 11, mas não pôde, já que está sendo usado por outro piloto. “É um número característico do Nonô Figueiredo. O dia que ele não quiser eu peço de volta”, disse. “Então, pensei no Ingo. É uma homenagem merecida a um cara que fez tanto pela Stock Car”, completou.
Hoffmann, por sua vez, se mostrou satisfeito em saber que o seu legado continuará presente na Stock Car. “Fiquei muito feliz. Eu já havia ouvido um zunzum a respeito, mas ninguém havia me falado nada oficialmente, nem ele”, afirmou.
O megacampeão explicou que conheceu Barrichello quando havia deixado a F1 e retornado ao Brasil para participar da Stock Car, categoria que havia acabado de ser criada. O ex-piloto também se disse surpreso em como aquele capacete presenteado há 30 anos ainda está presente na história dos dois até hoje.
“Aluguei um salão modesto em Interlagos, ao lado do depósito de material de construção do pai do Rubinho. Eu usava o telefone dele e, de certa forma, aquilo virou meu escritório. Rubinho era apenas uma criança, mas vivia dentro da minha garagem. Nesse ano, 1979, ganhei um capacete laranja e dei para ele. É legal saber que esse gesto teve tanta importância”, disse.
“Ninguém poderia imaginar até onde ele chegaria. É incrível como as histórias se cruzam no automobilismo”, completou o ‘Alemão’.
Ingo, por fim, disse que também não acreditou quando Barrichello o convidou para assistir ao GP do Brasil de 2008. “Para dizer a verdade, não botei muita fé. Mas ele me arrumou uma credencial e não acreditei quando entrei nos boxes e o vi com o capacete igualzinho ao meu”, encerrou.


Trem da Supervia descarrila em Madureira


Um trem da Supervia que seguia pelo ramal de Japeri descarrilou por volta das 6h40 desta terça-feira na chegada à plataforma da estação Madureira, na Zona Norte da cidade. A composição tinha como destino a Central do Brasil.
De acordo com a empresa, os passageiros estão sendo orientados pelos agentes da Supervia no desembarque. Por conta do acidente, os ramais Japeri e Deodoro têm atrasos de 20 minutos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Ricardo Barbosa de Almeida está sendo avaliado pela ortopedia do Hospital Estadual Albert Schweitzer. Segundo a direção da unidade, ele teve uma fratura na falange do dedo polegar da mão direita.
Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas sem gravidade, segundo a assessoria dos bombeiros. Sete vítimas foram encaminhadas para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes; cinco para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier; e quatro para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo.
"Estava no último vagão e ouvi um barulho forte. As portas se abriram e todos foram jogados para fora", disse a passageira Tássia Cristine, que está no Hospital Carlos Chagas com ferimentos no braço e joelho.
O auxiliar de limpeza Pedro Luis Barreto, de 57 anos estava no penúltimo vagão e conta ter vivido momentos de pânico. De acordo com ele, a composição já havia apresentado problema pouco antes do acidente.
"Quando o trem passou pela estacao de Oswaldo Cruz ouvi um barulho e o trem sacudiu. As pessoas já ficaram assustadas. Começou a sair uma fumaça muito densa na parte de cima do trem, pensei que fosse pegar fogo. Na estacao de Madureira, depois do acidente, as pessoas saíram pela janela desesperadas", disse Pedro, que mora em Queimados e precisou receber atendimento médico no Hospital Carlos Chagas após sofrer um crise de hipertensão. Outro ferido foi identificado como Ricardo Barbosa de Almeida. Ainda não há identificação das outras vítimas.
Um dos acessos à estação Madureira foi interditado devido ao acidente. Apenas a entrada próxima ao viaduto Negrão de Lima está liberada para embarque e desembarque de passageiros.
Em nota, a SuperVia informa que uma equipe de engenheiros da empresa está no local para vistorias. Os técnicos permanecem com os trabalhos na via realizando os reparos na infraestrutura. A concessionária informou, também, que já instaurou uma comissão interna para apurar as causas do acidente e o laudo será concluído em até 30 dias.



24 de setembro de 2012

Barrichello estreará esse ano na Stock Car


O ano de 2012 marcará para Rubens Barrichello não apenas sua estreia na Indy, mas também na Stock Car. A notícia de que o piloto mais experiente da F1 competirá na Corrida do Milhão, a última de 2012, em 9 de dezembro, foi dada pelo programa 'Globo Esporte', nesta segunda (24), da TV Globo. Contudo, segundo apurou o Grande Prêmio, Barrichello disputará não só a prova milionária, mas, sim, as três últimas corridas do ano, em Curitiba, Brasília e São Paulo.

Na equipe Medley-Full Time, Barrichello assumirá o lugar que, ao longo da temporada, já foi ocupado por outros dois pilotos, Marcos Gomes e Felipe Maluhy. O primeiro participou das seis primeiras corridas do ano, mas foi suspenso por doping em agosto. Nas duas últimas etapas, o posto foi ocupado por Felipe Maluhy, que seguirá ao volante na próxima prova, em Tarumã, no próximo dia 30. A data da estreia de Barrichello é 21 de outubro, na 10ª etapa de 2012. Poucos dias antes, em 15 de outubro, ele terá seu primeiro contato com o bólido da categoria, em um teste em Curitiba.

O acordo está ligado a um projeto social tocado pelo Instituto Barrichello Kanaan, que o ex-F1 mantém em sociedade com Tony Kanaan. Ele aceitou o convite em troca de uma contribuição de R$ 230 mil reais para a entidade, criada em 2005. “Não foi uma decisão difícil, já que o IBK será beneficiado e essa parceria será importante para a manutenção de seu trabalho de promoção da cidadania por meio do esporte”, afirmou o piloto, em nota.

Sem vaga na F1, Barrichello se mudou, em 2012, da Europa para os Estados Unidos. Em terras americanas, ele terminou o principal campeonato de monopostos do continente na 12º posição. Para assegurar a vaga que preencheu na KV, ele contou com o patrocínio da BMC (Brasil Máquinas), que não seguirá ao lado do piloto, conforme apurou o GP. A BMC também patrocina a equipe Full Time Sports na Stock Car, time B da Medley-Full Time.

As disparidades entre o tipo de carro com o qual está acostumado e o Stock Car foram comentadas pelo piloto. “Entrei no carro e é uma sensação completamente diferente daquela do meu dia a dia. Eu não vejo as rodas, tem uma cabina fechada em cima de mim... Acho que essa familiarização com uma coisa fechada vai demorar um segundo ou dois”, falou Barrichello.

O futuro de Barrichello na próxima temporada, porém, segue incerto. O brasileiro terminou seu primeiro campeonato na Indy sem saber o que fará em 2013. Insatisfeito com a KV, Barrichello iniciou negociações com outras equipes, dentre elas, Ganassi e Sam Schmidt.

Entregar carro para motorista alcoolizado pode caracterizar homicídio com dolo eventual

Fonte: http://www.stj.jus.br

Entregar a direção de veículo automotivo a motorista alcoolizado pode caracterizar homicídio qualificado com dolo eventual. Ele ocorre quando o agente, mesmo sem buscar o resultado morte, assume o risco de produzi-lo. O entendimento foi dado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em pedido de habeas corpus contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 


Em fevereiro de 2010, segundo a acusação, o réu, já alcoolizado, entregou a direção de seu carro a uma amiga, que também estava embriagada. Ocorreu um acidente e a amiga, que conduzia o carro, morreu. No veículo foi encontrada pequena quantidade de cocaína. O réu foi acusado de homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2º, incisos II, III e IV do Código Penal). Impetrou-se habeas corpus para trancar a ação, sustentando haver inépcia de denúncia e falta de justa causa. Entretanto, o TJPE negou o pedido, afirmando que a adequação da acusação seria verificada no curso do processo, com a produção de provas. 

No STJ, a defesa insistiu na tese de erro na denúncia, pois não teria ocorrido homicídio, e sim o delito do artigo 310 da Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro – CTB): entregar a direção de veículo para pessoa não habilitada, incapaz ou embriagada. Com isso, voltou a pedir o trancamento da ação. 

A relatora do processo, ministra Laurita Vaz, considerou que eventual erro na tipificação do crime não torna a peça acusatória inepta. “O réu defende-se dos fatos objetivamente descritos na denúncia e não da qualificação jurídica atribuída pelo Ministério Público ao fato delituoso”, afirmou. Além disso, ela prosseguiu, o trancamento de ação penal por habeas corpus, por falta de justa causa, exige que fique claro que a imputação de delito não tenha indício apto a demonstrar a autoria. 

Porém, no entendimento da relatora, a denúncia descreve de modo suficiente a existência do crime em tese e também a autoria, com os indícios necessários para iniciar a ação penal. Ela acrescentou que a atual tendência jurisprudencial é de imputar o crime de homicídio a quem passa a direção a pessoa embriagada, pois, mesmo não querendo a morte da vítima, assumiu o risco de produzi-la, configurando o dolo eventual. 

“Ressalto que se deve evitar o entendimento demagógico de que qualquer acidente de trânsito que resulte em morte configura homicídio doloso, dando elasticidade ao conceito de dolo eventual absolutamente contrária à melhor exegese do direito”, ponderou. 

Para Laurita Vaz, as circunstâncias do acidente descritas na acusação podem caracterizar o dolo eventual. A vítima, além de estar embriagada, dirigiu o carro de madrugada, em lugar arriscado, sem cinto de segurança e em velocidade superior a 100 km/h. A ministra também acrescentou que desclassificar uma acusação pela análise da vontade do agente não é da jurisdição do STJ, sendo isso tarefa do juízo de direito que trata do processo. Ela negou o pedido de habeas corpus e foi acompanhada de forma unânime pelos demais ministros da Quinta Turma. 


Processo:  HC 196292

Mesmo que sejam várias contas, poupança com até 40 salários mínimos é impenhorável!


A impenhorabilidade de depósito em caderneta de poupança limita-se ao valor total de 40 salários mínimos, mesmo que o dinheiro esteja depositado em mais de uma aplicação dessa natureza. Esse é o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os ministros debateram a interpretação do artigo 649, inciso X, do Código de Processo Civil (CPC), que diz, expressamente, que é impenhorável a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 salários mínimos, conforme norma instituída pela Lei 11.382/06. A controvérsia estava em definir se a impenhorabilidade podia ser estendida a mais de uma caderneta ou se, havendo múltiplas poupanças, deveria ficar restrita apenas a uma delas.
A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, analisou que o objetivo da impenhorabilidade de depósito em poupança é, claramente, garantir um "mínimo existencial" ao devedor, com base no princípio da dignidade da pessoa humana. "Naturalmente, essa garantia somente pode ser efetivada caso incida sobre o montante total visado pelo legislador, não sobre o número de contas mantidas pelo devedor", entendeu a ministra.
Nancy Andrighi ressaltou que há críticas contra a postura do legislador em proteger um devedor que, em vez de pagar suas dívidas, acumula capital em reserva financeira. Isso poderia incentivar devedores a depositar o dinheiro em poupança para fugir da obrigação de pagar o que devem.
"Todavia, situações específicas, em que reste demonstrada a postura de má-fé, podem comportar soluções também específicas, para coibição desse comportamento", afirmou a ministra. Para ela, nas hipóteses em que a má-fé não esteja demonstrada, só resta ao Judiciário a aplicação da lei.
No caso julgado, o recurso foi interposto por fiadores em contrato de locação, no curso de uma ação de despejo cumulada com cobrança, já em fase de execução. Eles tinham seis cadernetas de poupança. A Justiça paulista determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 11 mil que havia em uma das contas.
No recurso, os fiadores alegaram que, mesmo havendo pluralidade de contas, deveria ser analisado o valor constante em todas elas, pois o valor total poderia ser necessário para seu sustento.
Como não havia indício de má-fé, todos os ministros da Turma seguiram o voto da ministra Nancy Andrighi para dar provimento ao recurso, determinando a impenhorabilidade dos valores depositados em caderneta até o limite global de 40 salários mínimos, ainda que depositados em mais de uma conta.
Processo: REsp 1231123.


23 de setembro de 2012

Vettel vê Hamilton abandonar e vence o GP de Cingapura



O piloto da Red Bull fez a sua parte na noite de Cingapura, tentou pressionar o rival Lewis Hamilton e contando com a sorte de um problema mecânico do inglês, cruzou na frente a linha de chegada da pista asiática neste domingo (23).

Sebastian Vettel não teve vida fácil, é verdade. Isso porque Jenson Button, o segundo colocado, tentou buscar a vitória até onde deu, mas, no fim, o triunfo já tinha mesmo dono. Fernando Alonso, também se beneficiando da sorte costumeira, levou a F2012 de número 5 ao terceiro posto do pódio, ampliando ainda mais sua liderança no campeonato.


Entre os brasileiros, Felipe Massa salvou o dia na administração dos pneus e com uma pilotagem arrojada durante a corrida toda. Prejudicado por um furo ainda no início, o ferrarista não se intimidou e conseguiu um ótimo oitavo posto. Bruno Senna não completou.

A corrida parecia totalmente nas mãos de Hamilton, contudo o carro da McLaren apresentou um problema com a caixa de câmbio, na volta 23, assim, o inglês, sem muito que fazer, encostou o MP4-27 na área de escape. Vettel, então, assumiu a ponta, seguido por Button.

GP de Cingapura, Marina Bay, final:






Classificação do campeonato: